Santana Lopes chegou perto da meia-noite e foi anunciado como militante
Santana foi anunciado perto das 00H00 de sábado | Fotografia: Paulo Novais - Lusa
Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz e antigo primeiro-ministro, chegou perto da meia-noite ao Congresso do PSD, onde foi anunciado o seu regresso ao partido como militante.
“Temos uma notícia muito agradável, que é a presença e o regresso de Pedro Santana Lopes ao nosso partido como militante”, declarou Miguel Albuquerque, presidente da Mesa do Congresso do PSD, que decorre em Anadia, no distrito de Aveiro.
Pedro Santana Lopes – que liderou o PSD entre 2004 e 2005 e se desfiliou em 2018 para fundar o partido Aliança, de onde entretanto saiu – entrou no Velódromo Nacional de Sangalhos poucos minutos antes da meia-noite e sentou-se entre o presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o secretário-geral do partido, Hugo Soares.
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“Em nome do Congresso, queria dar ao Pedro Santana Lopes um abraço de boas-vindas, um bom regresso, e que continue a contribuir para o engrandecimento do nosso partido e do nosso país”, acrescentou Miguel Albuquerque.
Pedro Santana Lopes foi militante do PSD de 1976 até 2018, quando saiu, após perder eleições internas para a liderança que disputou com Rui Rio, para fundar um novo partido, Aliança, do qual se desfiliou três anos depois.
Foi primeiro-ministro e presidente do PSD entre 2004 e 2005, na sequência da saída de José Manuel Durão Barroso para a presidência da Comissão Europeia. Após a dissolução do Parlamento pelo então Presidente da República Jorge Sampaio, o PSD, sob a sua liderança, perdeu as legislativas de 2005 para o PS liderado por José Sócrates, que conseguiu maioria absoluta.
Antes, tinha sido presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz – cargo que retomou em 2021, eleito como independente, e reeleito em 2025 numa lista de coligação PSD/CDS-PP – e da Câmara Municipal de Lisboa.
Além do cargo de primeiro-ministro, exerceu funções governativas como secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros durante a governação de Cavaco Silva, e depois secretário de Estado da Cultura.

