Coimbra

Dois candidatos à distrital e dois à concelhia do PS Coimbra em eleições contestadas

16 de junho de 2026 às 17 h26
Fotografia: Arquivo

O deputado Pedro Coimbra e o ex-membro do secretariado Américo Baptista concorrem à distrital do PS de Coimbra, já na concelhia a disputa é protagonizada pelo atual presidente Ricardo Lino e pelo advogado Rui Claro, numas eleições contestadas.

O deputado Pedro Coimbra e anterior presidente da distrital candidata-se ao cargo, tendo como oponente Américo Baptista, jurista e ex-membro do secretariado da federação de Coimbra, numas eleições em que chegou a ser anunciada a candidatura do antigo deputado Victor Baptista, que acabou por ser retirada.

Já na concelhia, a disputa é entre o atual presidente e vereador na Câmara de Coimbra, Ricardo Lino, e o advogado e antigo deputado municipal Rui Claro, numas eleições contestadas no plano jurídico.

 

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Ambos advogados, Américo Baptista e Rui Claro consideram que os cadernos eleitorais não estão em conformidade com os estatutos do partido e avançaram com uma providência cautelar junto do Tribunal Constitucional para procurar impugnar as eleições internas previstas para sábado, referindo que há mais de dois mil militantes no distrito que não deveriam ter direito a votar.

Já Ricardo Lino e Pedro Coimbra remetem a questão para a pronúncia da Comissão Nacional de Jurisdição, que afastou a nulidade dos cadernos eleitorais.

“Esse parecer é claro a dizer que não existe nenhum tipo de irregularidade”, vincou Pedro Coimbra, referindo estar “absolutamente confortável com qualquer caderno eleitoral” e com “o voto de qualquer militante”.

Sobre a sua candidatura à liderança da distrital, o deputado afirmou que não estava “a contar ser candidato nesta fase”, referindo que o fez em resposta a vários apelos.

Pedro Coimbra considerou que o atual presidente, João Portugal, “fez um trabalho meritório”, recusando uma avaliação negativa dos resultados nas autárquicas no distrito, em que o PS perdeu a maioria dos municípios, recusando que tenha havido uma má gestão do processo.

A sua candidatura, vincou, assenta numa defesa de investimentos e medidas que melhorem o território, uma abertura e renovação do PS e um trabalho de proximidade com as secções e concelhias.

Já Américo Baptista entende que a distrital tem de ter um trabalho de redinamização, assegurar espaços de debate e “tornar-se numa força viva, como foi em tempos”, considerando que há falta de debate interno.

“Ou somos um local de cultura ou morremos”, vincou o jurista, considerando que é preciso promover a participação de militantes e a revitalização do partido.

Sobre a atuação da atual liderança da distrital, de que foi membro do secretariado até março, considerou que a gestão das autárquicas não correu bem e que a federação deveria ter-se demarcado das ligações entre PS e a ex-vereadora do Chega na Câmara de Coimbra.

Já na concelhia, o atual presidente recandidata-se ao cargo recordando que foi alcançado, no anterior mandato, um objetivo “muito claro” que era conquistar a Câmara de Coimbra.

“Recandidato-me com o mesmo sentido de missão, de servir o PS e de fazer avançar Coimbra. Se o anterior mandato foi virado para fora, este será para reforço das estruturas internas”, afirmou, considerando que é preciso continuar a fazer um trabalho de renovação do partido.

Rui Claro, que foi deputado municipal, afirma que o PS “precisa de ter metodologias de trabalho, precisa de debater, precisa de ter fóruns para que o faça”, para assegurar uma “militância ativa” e garantir que os seus membros são ouvidos.

“Os militantes precisam de saber qual é o rumo que o PS toma, nas suas várias dimensões e níveis. Neste momento, os militantes não sabem qual é o rumo, porque não há uma planificação”, disse, notando que não se fazem balanços nem se trabalha na captação e retenção de novos quadros.

As eleições para concelhia e distrital decorrem no sábado.

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