Nunca foi proibido usufruir das praias
Havia um entendimento, um acordo tácito entre todos os frequentadores das praias. Para maior conforto de todos, desde logo estético, e para que não fosse “tudo ao molho e fé em Deus”, convencionou-se que haveria uma zona de chapéus de sol lateral às concessões. Agora, as concessões vão passar a ser “ilhas” no meio de uma profusão de chapéus de todas as cores, tamanhos e feitios. Fica feio, fica desordenado.
Quem um dia vai à praia com chapéu de sol, no dia seguinte pode querer alugar um toldo com espreguiçadeiras para ficar mais confortável e investe nesse conforto. Se a partir de agora a diferença se dilui ao ponto de quem aluga o toldo ter a seus pés uma família de 10 em 2 metros quadrados com 3 ou 4 chapéus presos uns aos outros com molas da roupa e toalhas de praia, acabou o conforto e não compensa.
As pessoas sempre puderam usufruir dos espaços à frente das concessões, mas era entendimento pacífico que não ficava bem colocar chapéus de sol à frente das concessões, desde logo por respeito com quem investiu e pagou pelas concessões e fornece a todos diversos serviços como sejam os balneários, casas de banho, nadadores-salvadores, passadiços, limpeza, taxas, apoios de praia diversos, entre outros custos. Era boa educação, respeito, não ir esfregar os chapéus no nariz do concessionário. Há até quem vá para a televisão e redes sociais dizer que a primeira coisa que vai fazer é mesmo espetar o chapéu de sol mesmo, mesmo em frente ao concessionário, “para aprenderem”. Essas pessoas não gozam de bom senso nem têm noção do ridículo a que se expõem. E são mal educados.
E a APA, que poderia estar mais ocupada com os problemas do clima, esteve mal ao vir agora inventar um conflito que nunca existiu e dizer que havia praia para ricos e praia para pobres e que a praia deve ser de todos. Sempre houve praia para todos, sem quezílias e com educação e civismo.

