Canadiana Jessica Moss atua em Portugal num concerto de data única em Coimbra
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A violinista e compositora Jessica Moss, natural do Canadá, atua em setembro em Portugal, numa data única em Coimbra, onde vai dirigir também uma residência artística destinada a jovens músicos, anunciou hoje a companhia Escola da Noite.
Na abertura da temporada 2026/207 do Teatro da Cerca de São Bernardo, gerido pelo grupo de teatro de Coimbra, no dia 05 de setembro é apresentado o disco “Unfolding”, editado em 2025 e pela primeira vez tocado ao vivo em Portugal.
Segundo comunicado da Escola da Noite, a artista canadiana, que se destacou como membro dos Thee Silver Mt. Zion, foi cofundadora dos Black Ox Orkestar e que desde 2015 tem trabalhado sobretudo a solo, mostra um disco “composto num contexto de urgentes confrontos políticos”.
“O álbum reflete sobre lutas pela libertação, luto e resiliência, com uma atenção especial à causa e à liberdade palestiniana”.
Dedicado “a uma Palestina livre no nosso tempo de vida”, “Unfolding” suporta o concerto de Jessica Moss em Coimbra, com início às 21:30 do dia 05 de setembro.
Inspirada em géneros como “o pós-clássico, metal ambiental, folclore da Europa de Leste, ‘drone’ e uma miríade de outras tradições” que funde através do violino, da voz e da eletrónica, Moss constrói “um universo sonoro cerimonial”, que se revela “uma experiência musical profundamente emocional”.
Esta não é a primeira vez que a artista se move pela causa palestiniana.
Em 2024, Jessica Moss lançou digitalmente o álbum “For UNRWA”, iniciativa de angariação de fundos para a ajuda ao povo palestiniano, posteriormente exibido no Museo Burel, em Belluno, Itália, como parte de um programa sobre arte e resistência.
Antes deste concerto em Portugal, de 03 a 10 de setembro, a violinista e compositora dirige uma residência para jovens músicos de Coimbra, com idades entre os 12 e os 18 anos, que estudem instrumentos da família dos violinos.
De acordo com a Escola da Noite, o objetivo é dar “a conhecer outras formas de trabalho, composição e criação” e estimular “a experimentação e a curiosidade pela descoberta”.
A residência termina com um concerto final, no dia 10 de setembro.
