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Deve voltar a ser criada uma entidade de turismo municipal?

10 de junho de 2026 às 08 h45

É uma questão de grande complexidade que merece uma avaliação ao nível local e da região, porque, no final, o que está em causa é a capacidade de atrair consumidores e de atrair investimento para o território.

É fundamental que isso possa acontecer de forma sustentável num quadro estratégico regional e nacional, onde a cooperação, entre municípios, e entre comunidades intermunicipais, tem e terá de ser o fundamental.

A atividade turística não pode ser episódica, não pode depender apenas da conjuntura, tem de resultar da consolidação de um destino turístico, que garanta a instalação de uma oferta convincente e a afirmação da Marca. Estes são desígnios da entidade Turismo do Centro e da Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal, que gerem fundos e linhas de apoio, e candidaturas a projetos da Região Centro, no âmbito nacional, e de promoção, junto dos mercados externos. Como será estar sozinho neste quadro de governance?

Na minha opinião, há vantagens claras na integração, há evidentes economias externas e a potenciação da complementaridade de produtos em todo o território. Contudo, o acerto entre todos os Municípios e os agentes económicos é fundamental, porque têm que acordar e aceitar uma estratégia comum e um quadro de gestão capaz de atingir os objetivos. Os recentes números mostram um crescimento animador no número de turistas e de dormidas, o que indicia o interesse pelo o destino Centro de Portugal.

Tenho dúvidas de que seja a solução acertada, embora haja alguns aspetos relevantes para ações de promoção específicas para o Concelho.

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