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Reparações nas linhas do Oeste e da Beira Baixa concluídas até ao final do ano

21 de abril de 2026 às 16 h05
Intervenções surgem após estragos provador pelas tempestades | Fotografia: DR

As reparações de situações provocadas pelas tempestades de janeiro e fevereiro nas linhas do Oeste e da Beira Baixa devem ficar concluídas até ao final do ano, revelou hoje o presidente da Infraestruturas de Portugal (IP).

“Neste momento, temos única e exclusivamente duas linhas encerradas, num troço em cada uma – a Linha do Oeste e a Linha da Beira Baixa“, afirmou Miguel Cruz, que falava no arranque da reunião do Conselho Intermunicipal da Região de Coimbra, que decorre hoje em Arganil.

No caso da Linha da Beira Baixa, o presidente da IP afirmou que se trata de “uma situação de queda de taludes e perturbação de plataforma”, numa intervenção de reparação difícil pela “complexidade da localização, muito junto ao rio”.

 

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A reparação “entrou em projeto e deverá estar concluída até ao final do ano”, disse, salientando que a IP está a “pressionar para que o projeto e a intervenção possam ser rápidas”.

Já no caso da Linha do Oeste, as tempestades que afetaram sobretudo a região Centro levaram a quedas graduais de taludes, contabilizando-se um total de “20 taludes que cederam ao longo de uma distância de cerca de 20 quilómetros”.

“Algumas situações têm maior gravidade do que outras”, notou.

Também no caso da Linha do Oeste, a expectativa é a de que as reparações possam estar concluídas até ao final do ano.

No final de janeiro, a IP também admitia um adiar da circulação de comboios de tração elétrica na Linha do Oeste para 2028, notando vários atrasos e adiamentos naquela intervenção de modernização daquela infraestrutura ferroviária.

Já sobre Alfarelos, no distrito de Coimbra, Miguel Cruz admitiu hoje que algumas soluções que foram adotadas até ao momento após a passagem das tempestades tiveram uma natureza transitória.

Durante a sua intervenção, Miguel Cruz ouviu também algumas críticas e propostas de autarcas relacionadas com a ferrovia.

O presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco, defendeu a circulação no ramal de Cantanhede, com ligação à Figueira da Foz, para garantir dois circuitos na zona face aos constrangimentos que subsistem em Alfarelos.

Já o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, recordou que havia um acordo para uma intervenção estrutural em Alfarelos, mas, passados mais de seis anos, o município continua sem resposta, lamentando que o projeto não saia do papel.

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