ERS aponta falhas graves em morte de utente nas urgências
Arquivo/Ana Catarina Ferreira
A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) emitiu uma instrução à ULS de Coimbra, após concluir que o doente de 66 anos que morreu no Serviço de Urgência, em novembro de 2024, não foi devidamente monitorizado durante as mais de 18 horas que permaneceu no hospital, apesar de ter sido triado como caso urgente (cor amarela).
Na deliberação, aprovada em novembro do ano passado e divulgada ontem, a ERS aponta falhas graves no cumprimento dos tempos de espera definidos pelo Sistema de Triagem de Manchester, na retriagem do utente e na verificação da sua permanência após ter recebido “alta por abandono”.
O caso ocorreu a 9 de novembro de 2024, quando J.P., residente em Tábua, procurou ajuda médica devido a náuseas e fortes dores abdominais após ter ingerido míscaros. Encaminhado para a urgência dos HUC, deu entrada às 13H45 e foi triado às 14H26 com prioridade amarela. Deveria ter sido observado até uma hora depois, mas apenas foi chamado às 17H52 e às 18H44.
Depois de duas chamadas para observação sem resposta foi dada alta administrativa ao utente, pelas 21H52, por “abandono” – embora o utente nunca tenha deixado o espaço da urgência.
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