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Região de Coimbra cria rede de contentores para resíduos florestais e agrícolas

04 de outubro de 2024 às 17 h59
Presidente da CIM Região de Coimbra, Emílio Torrão

Uma rede intermunicipal de contentores florestais vai ser criada em diversos concelhos que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, anunciou hoje este organismo.

Em comunicado, a CIM liderada por Emílio Torrão informou que a instalação dessa rede de contentores visa “uma gestão sustentável dos resíduos agrícolas e florestais”, constituindo “mais um passo” rumo na valorização destes materiais.

“Esta medida complementa a decisão dos autarcas de proibir as queimas e queimadas entre junho e setembro, sendo este projeto que cria uma alternativa aos cidadãos para a deposição dos seus sobrantes”, disse, citado na nota, Emílio Torrão, presidente da Câmara de Montemor-o-Velho e do Conselho Intermunicipal da CIM Região de Coimbra.

Criada através da Agenda transForm, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a iniciativa deverá “desencadear uma transformação estrutural do setor florestal português, intervindo de forma concertada em toda a cadeia de valor”.

O principal objetivo da rede é “facilitar a gestão dos sobrantes agrícolas e florestais, contribuindo para a prevenção de incêndios e para a valorização” destes resíduos.

Os contentores florestais, “de fácil identificação e acesso, já estão instalados em vários municípios e, para qualquer dúvida” associada à sua localização ou gestão, as pessoas podem utilizar o número verde de contacto: 800 202 203.

“Na rede intermunicipal de contentores florestais, os cidadãos poderão depositar sobrantes de podas agrícolas e florestais, sobrantes das limpezas de terrenos e sobrantes de manutenções de jardins, que serão posteriormente recolhidos e encaminhados para tratamento adequado”, refere a CIM, que, desta forma, pretende “criar benefícios para a comunidade local”.

Com estes contentores, “pretende-se reduzir o número de queimas e queimadas, diminuindo significativamente as práticas de risco” de incêndio.

Por outro lado, “a gestão adequada dos sobrantes agrícolas e florestais contribui para a preservação da biodiversidade e para a melhoria da qualidade do ar e do solo”, podendo ainda os resíduos “ser transformados em compostagem, biomassa ou outros produtos, promovendo a economia circular”.

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