Opinião: A diferença está no ténue pormenor…

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  1. Na passada sexta-feira, realizou-se na Biblioteca Municipal a apresentação do livro “Forte de Peniche, Memória Resistência e Luta”, feita por Jorge Seabra e Jorge Sarabando. Estiveram presentes algumas dezenas de pessoas, que tiveram oportunidade de recordar algumas memórias dos que fizeram a luta antifascista no País e no concelho.

Esta publicação surgiu na sequência da luta travada pela União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) contra a decisão do Governo de ter o Forte de Peniche ligado a privados. “Fazer com que não se apague a memória” do que se passou antes do 25 de Abril é uma obrigação: “os jovens precisam de saber o que existiu, e como existiu”.

  1. Uma frase de uma crónica de José Fernando Correira, publicada em setembro p. p. no DIÁRIO AS BEIRAS: “personalidades sensatas e inteligentes que saibam relativizar as diferenças de pontos de vista, num quadro mais geral de discussão não fulanizada de ideias e convicções”.

Uma frase de uma crónica assinada por mim, inserta na semana passada no mesmo jornal: “pessoas cultas, sensatas e inteligentes, que souberam relativizar e ultrapassar, com elevação e civismo, as diferenças de pontos de vista, num quadro mais geral de discussão não fulanizada de ideias e convicções”.

Não nos apropriarmos de méritos alheios é uma regra básica. Estas frases, retiradas do contexto em que foram inseridas, podem parecer ter a ver alguma coisa uma com a outra. Contudo, no contexto próprio, não. Isto, sem esconder que somos seres humanos imperfeitos. Exigimos aos outros a perfeição. Porém, a “construção” da sociedade perfeita, com gente asséptica e imaculada, é uma utopia.

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