Opinião: Puridade

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4 de novembro de 2013: esse dia, a meu ver, merecia estar na memória dos democratas figueirenses. O motivo é simples: nessa data, realizou-se a primeira reunião da Câmara da Figueira da Foz à porta fechada desde Abril de 1974. João Ataíde, Carlos Monteiro, Ana Carvalho, João Portugal e António Tavares, são os 5 magníficos que corporizavam a maioria absoluta PS obtida nas autárquicas do dia 29 de setembro de 2013 que assim o determinou.

Uma Câmara Municipal é um órgão democrático do Poder Local, onde o presidente só consegue impor a sua vontade se tiver o apoio ou a conivência da maioria dos vereadores. 2 de fevereiro de 2015: a maioria absoluta PS voltou a manter a primeira reunião do mês interdita ao povo e aos jornalistas. António Tavares, que na altura, fora das reuniões de câmara, defendia que todas as sessões deviam ser abertas, impediu isso com o seu voto! 20 de maio de 2019: assim vai continuar. Os votos de Carlos Monteiro, Ana Carvalho, Nuno Gonçalves, Mafalda Azenha, Diana Rodrigues e Miguel Pereira assim o resolveram.

Viver a vida em passo lento, serve para apreciar melhor o caminho, guardar memórias e, também, ver um bocadinho para além do óbvio. Um dia, o PS Figueira vai perceber que o pecado capital das “suas” maiorias absolutas foi “tentar asfixiar pessoas” para “poupar oxigénio”. Sabem quem se agarra à puridade? Os camaleões, quando lhes interessa. Nunca se gosta do que não se conhece… Liberdade, não é uma palavra ambígua e polissémica…

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