Opinião – Quatro mensagens importantes

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Igreja: Josh Shapiro, procurador-geral da Pensilvânia, afirmou na semana passada, em entrevista à CBS, que “há exemplos específicos de onde os abusos aconteciam, onde os padres iam, onde os bispos iam e mentiam aos paroquianos, mentiam às autoridades, mentiam ao público, mas depois documentavam tudo em arquivos secretos que partilhavam várias vezes com o Vaticano. Há exemplos concretos em que o Vaticano sabia e estavam envolvidos na ocultação”. E continuou dizendo que podia “assegurar que existem factos, provas que levam a esta ocultação e o que aconteceu diretamente ao Vaticano”, não conseguindo afirmar que o Papa Francisco tivesse algum conhecimento sobre este assunto: “Não posso falar do Papa Francisco”. Estamos a falar de crimes de violação horrendos em que bispos, padres e seminaristas usavam a fé para ganhar a confiança de crianças, falavam em Deus para se aproximarem quando as intenções eram outras. Possivelmente, mais de mil menores foram abusados desde 1940 por 301 padres de seis dioceses da Pensilvânia. A denúncia foi feita há dias num relatório de 884 páginas, elaborado por um grande júri norte-americano. A igreja não pode ficar calada sobre isto e exige-se uma profunda reflexão conjunta do governo da igreja com os seus fiéis. A pessoa certa para promover esse diálogo e as transformações que se exigirem é o Papa Francisco. Não só porque sempre foi forte na palavra que apelava ao essencial da mensagem da igreja, mas porque tem a força necessária e a coragem para fazer as reformas que são urgentes. Reformas que, ao contrário do que temem os ultraconservadores, reforçam a igreja, a sua doutrina e a sua intervenção no mundo. O problema não é que a igreja seja moderna ou altere, no que quer que seja, a sua mensagem. Mas sim que se concentre a sua ação na palavra e no exemplo de conduta, dando testemunho de uma palavra de esperança com mais de dois mil anos que continua muito atual. Venezuela: um país como a Venezuela, cheio de recursos, tem gente a morrer de fome, especialmente crianças. Há algo de errado no ADN humano. Uns acreditam em balelas e outros comportam-se como miseráveis explorando e roubando o seu povo, tendo no discurso do engano, disfarçado de ideologia, as palavras revolução, democracia, povo e liberdade. Não é revolução nenhuma, é roubo. Não é democracia, é ditadura. Não é interesse pelo povo, é desprezo e humilhação. Não é liberdade, é tentativa de aprisionar uma nação. São uns Miseráveis que não merecem perdão. Um país que não quer mudar: há um individuo que é suspeito de ter desviado mais de 120 mil euros da Rede de Judiarias de Portugal, sediada em Belmonte, onde exercia funções de consultor. Esse tipo foi escolhido (não é anedota, é mesmo verdade) pelo PSD, em 2017, para ser candidato à Câmara da Covilhã, gastando na campanha cerca de 90 mil euros a mais do que aquilo que tinha sido autorizado pelo partido. Entretanto, dizem os jornais, desapareceu. O PSD recebe injunções devido a essas dívidas e coloca esse candidato em tribunal. Perante isto, uma data de militantes e simpatizantes, provavelmente habituados a benesses, ataca Rui Rio o por estar a dividir o partido e acusa-o de ser um líder fraco e ausente. Surreal. Já percebem por que razão chegamos a esta dívida monumental e é tudo “amigo”? Nicolas Hulot: “É uma decisão de honestidade e responsabilidade”, … Eu não quero dar a ilusão de que a minha presença no governo significa que cumprimos os padrões nessas questões, então estou tomando a decisão de deixar o governo”, disse Nicolas Hulot, ex-ministro da Transição Ecológica do Governo da fraude que é Macron, no momento da sua demissão. Compararem com a atitude dos governantes Portugueses, de todos os partidos, que nunca são responsáveis por nada. Quando falham a culpa é sempre dos outros. Quando não realizam, há sempre uma narrativa a explicar. Quando morrem Portugueses, é uma calamidade imprevista, apesar de toda a incúria e desperdício de dinheiros dos contribuintes. Quando são incompetentes, estavam a fazer o seu melhor. Comparar também com a atitude do PR português que, apesar das muitas palavras, selfies e abraços, se limita a exigir respostas para os próximos “anos”. Sr. Presidente, já passámos essa fase.

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