Opinião: O mundo também é aqui

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Luís Santarino

Luís Santarino

As notícias não são lá grande coisa para a Europa. Nada que eu já não suspeitasse, dadas as conversas na diagonal que se iam ouvindo. Lamentavelmente é a França, com um Presidente e um governo Socialista, que dá, talvez, o primeiro grande pontapé na unidade da europa.

Que o mundo é determinado pelo controle das pessoas e consequentemente das suas emoções, todos sabíamos. Que o comum do cidadão começa a ter medo de se pronunciar, em Portugal e no mundo, porque qualquer bufo está atrás da porta de orelha à escuta e conta a estória como mais lhe convém, já nos tínhamos apercebido há longo tempo, e nada que não fosse previsível.

Que existem organizações que se preocupam mais a defender interesses corporativos, sejam eles de que dimensão forem, já não era uma suspeita, mas uma certeza. Mas, chegar ao ponto da política ter batido tão no fundo, era coisa que não me passava pela cabeça.

Só que a política, esta política que vivemos, e não a da ética, é o corolário lógico das pessoas que formamos. Que a Europa formou. Que o mundo inteiro deu guarida.

Como nos poderemos admirar que, em Portugal a grosseria e má educação tivessem tomado conta de muitos eleitos? Eu respondo: porque outros eleitos, outros, se comportam como “mainatos”, servos, invertebrados. Gente que espera pelo fim do mês e só para ele vive!

Enquanto isso, quem manda, manda, e lá se vai servindo da fraqueza de uns quantos.

É o que temos, que fomos deixando construir, calando, como se tudo normal, sem justiça nem valores.

Enquanto isso, o cidadão comum continua refém da sua própria vida, da mentira que lhe contaram, da promessa feita e não cumprida. É a vigarice elevada a patamares inqualificáveis!

Por isso, não me admiram os políticos europeus, alemães até, de quem muitos tinham uma visão de seriedade e independência.

Ter-se calado Ângela Merkel, terem-se calado ingleses e outros que tais, tão lestos a criticar o democrata “húngaro”, o guerreiro Putin, os cidadãos de nacionalidade portuguesa e outros que tais, como os gregos, miseravelmente enganados e explorados por uma “tropa fandanga” intitulada Troika onde pontificava o “alemão mais que tudo”, é um acto de cobardia só comparável aos “anónimos”… que não alcoólicos! Ou talvez, e eventualmente, até!

Para além dos problemas por que passam os socialistas europeus, ainda tinham de “gramar” com mais esta pastilha!
O que vale é que, quanto toca à aldrabice não há nem direita nem esquerda. Há somente aldrabice e todos os dias tropeçamos com gente dessa!

É o que temos, dizem alguns. É o que continuaremos a ter, dirão outros. Direi eu que, talvez, tenha sido o que sempre tivemos!
Paga-se um preço elevado por se ser livre. Mas dá um gozo enorme sê-lo, estar e continuar a ser.

Enquanto a amizade fizer parte do meu quotidiano sem querer “controlar” consciências, enquanto eu conseguir separar, por atos, gente boa de gente má, enquanto eu olhar nos olhos os meus Amigos sem nenhuma dúvida das suas intenções e, ao mesmo tempo, ir conseguindo detetar os “pobres coitados” que fazem da mentira e da incompetência o seu modo de vida, vou continuando a gostar de andar por cá!

Por Coimbra, por Portugal, pelo Mundo…porque o mundo também é aqui!

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