Opinião: Pós-eleições camarárias (I)

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Norberto Canha

Pondo em prática o que propusemos nos nossos dois últimos artigos, publicados no Diário As Beiras, se eu fosse eleito Presidente da Câmara, que faria, e se fosse vereador, o que aconselharia?

Dado o descrédito ou agonia em que Coimbra caiu – capital da região centro (que ainda é do país) – faria:
Um governo de convergência e de solidariedade, com vereadores com funções específicas, tais como Desporto, Cultura, Indústria, Ensino, Sobrevivência (Agricultura), Energias, …

Começando pelo Desporto, sinto-me envergonhado por a Associação Académica não ter uma equipa na primeira liga ou divisão, o que não sucedeu, que me lembre, até ao 25 de Abril. Eram quase todos estudantes e a maioria de Medicina, cujo curso era mais trabalhoso. Da minha república refiro o Mário Torres, o Balonas e Gil…

Pensando na solução, e tendo sido Presidente da Associação Cristã da Mocidade, propusemos que o antigo Regimento de Artilharia 2, em Santa Clara, tivesse internato para o despertar de talentos, neste caso no sentido da aptidão desportiva, em que a Universidade desse aos desportistas acesso aos seus cursos, com prioridade específica.

Mereceu a concordância do Doutor Almeida Santos e teria até feito algumas diligências nesse sentido.

Não traria grandes encargos, porque o ensino seria no próprio Mosteiro de Santa Clara-a-Nova e antigos estudantes dariam as aulas, aptos e capazes de administrarem o ensino, sem haver maiores encargos.

Por outro lado, os que aceitassem esta metodologia, comprometiam-se a pagar depois pelos benefícios de que usufruíram.

Não se cansando, até poderiam vir a estudar na Faculdade de Desporto e a praticar no Estádio Universitário.

Quanto ao aproveitamento de talentos, não se justifica que um desportista fique sem trabalho – alguns sem meios – após passarem a idade de jogar, pelo que devem aprender também uma profissão geradora de emprego.

Para isso, destinava o antigo 2.º Grupo de Companhias de Saúde, na Rua da Sofia, para ensino profissional, particularmente nos domínios da informática e de cursos que não exijam grande esforço físico, como por exemplo, de electricista, assistente social,…

Este sistema deverá ser extensivo a todos os países da Comunidade de Língua Portuguesa.

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