Reflexões

…muito mais interessante foi a minha “passeata” que teve início em Malpica do Tejo onde apanhei uma “calorassa do camano”! Convidado pelo Juvenal, no jantar que reuniu alguns dos muitos amigos do Arturzinho, não resisti e lá fui de abalada com a Maria. Pensava eu que, se o calor apertasse tínhamos o Tejo ali por perto, não fosse a terra chamar-se Malpica do. “Surprise, surprise”; nem tempo fresco, nem Tejo por perto! “Festarola” sim…até de manhã!

Salvou-se de início a ida até Vila Velha de Ródão para uma noite de fados comemorativa dos oitenta anos da Santa Casa da Misericórdia e inauguração de uma nova valência. Tem todo o interesse esta minha referência porque, nestas alturas, é que percebemos a importância destas Instituições para o bem-estar dos cidadãos.

Presenteados com uma jantarada à moda antiga, “à gola pois claro” porque os meus amigos não são de intrigas, lá matei saudades dos fados do Juvenal, recordei amigos que todos perdemos; Arturzinho, Pedro, Mário Pinto, João Mesquita, o enorme Vital, que nos fazem viver com mais intensidade, adiando o encontro mais do que certo, mas gozando alguma coisita que a vida nos vai proporcionando.

Retornados a Malpica sem Tejo, a festa estava no auge e não exagero se dizer que, as últimas almas se terão deitado já o dia ia alto. Mas como em todos os programas, a “alvorada de foguetes” e a “banda de música” a tocar o “hino das marranucas” teve de aparecer e a rapaziada que tinha acabado de deitar, passou a acabado de levantar! Alguém me consegue explicar? Tradição, pois claro!

Pernas ao caminho, Monforte da Beira, Ladoeiro, onde no regresso contribuímos para a Festa da Melancia, Idanha-a-Nova, Proença-a-Velha, cujo busto a um ex-Presidente de Junta de Freguesia está em péssimo estado de conservação e por aí adiante.

Zebreira, nome que pela primeira vez vi à borda da estrada, fez-me lembrar a “estória” de tempos idos que, não havendo por perto nada onde se pudesse satisfazer o desejo, avançava a burra! Coisas da vida! Naquela altura poderia parecer estranho, mas agora…ai se os de “ANTANHO” pudessem cá vir, o que não diriam!

Mal refeito da surpresa, que só o foi, porque me recuso a fazer viagens preparadas ao pormenor – o que tiver de acontecer que aconteça – li numa outra placa: Segura! Cos diabos, questionaria de imediato o nosso mui querido e saudoso Chefe Cardoso: você que tem a mania que é intelectual e que sabe muito de geografia, é mais “perto daqui a Segura ou de Seguráqui”?

Confesso que me emocionei a pensar neste nosso companheiro de tantas e tantas noite de suecada, e em tantos outros, que fizeram e fazem parte de uma geração de gente boa que frequentava o Café Madeira.

Por isso…

…não me apeteceu mesmo nada, confesso, escrever sobre as notas que fui recolhendo. Haveria muita matéria, desde a novela/desgraça Carlos Queirós, passando pelas declarações anormalmente anormais de alguns cidadãos sobre os bombeiros, até ao Pontal, onde, registe-se, Passos Coelho deu o maior tiro no(s) pé(s). Ah, já me esquecia, registar com muito desagrado as atitudes de “partidarite aguda” de Marcelo Rebelo de Sousa.

Vou recebendo umas notícias de notícias da paróquia, Coimbra pois claro, principalmente do Partido Socialista, que não me agradam mesmo nada. Do PSD, “a oeste nada de novo”, esperando que os socialistas se suicidem sozinhos…e alegremente! O costume!

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*