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“Temos que bater o pé e reivindicar para a Guarda e para o IPG a centralidade que merecem”

10 de julho de 2026 às 08 h00
Natural de Vila do Touro, concelho do Sabugal, Joaquim Brigas é doutorado em Publicidade e Relações Públicas pela Universidade de Vigo (Espanha), mestre e licenciado em Geografia pela Universidade de Coimbra | DB-Ana Catarina Ferreira

A pouco mais de um ano do final do segundo mandato enquanto presidente do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), Joaquim Brigas fez um balanço do trajeto da instituição desde 2019. O crescimento do número de alunos, o aumento da oferta formativa ou a ambição de criar 300 novas camas para acolher estudantes foram alguns dos tópicos da conversa com o DIÁRIO AS BEIRAS. Atualmente com 47 anos, Politécnico da Guarda vive, na ótica de Joaquim Brigas, fase ascendente marcada por várias apostas ganhas

Termina, em setembro de 2027, o segundo mandato como presidente do Politécnico da Guarda. Que balanço faz deste mandato e quais são os principais objetivos até ao final do mesmo?
Diria que, nos dois últimos mandatos, houve aqui uma mudança significativa. O IPG antigamente, andava pelos dois mil e poucos alunos e há dez anos que não tinha um único curso novo de licenciatura a entrar em funcionamento. Isto significa que esteve cerca de uma década sem estar preocupado com o mercado, com aquilo que o mercado necessitava em termos de formação.

Recuando a 2019, quais foram as primeiras preocupações que a sua equipa teve?
A primeira grande preocupação, assim que entrei, em 2019, foi começar com uma análise das necessidades do mercado e da oferta formativa do IPG e, a partir daí, procurar dar resposta e ir ao encontro das necessidades. Começámos a organizar-nos para diversificar a oferta formativa e conseguimos, de algum modo, aumentar significativamente essa realidade. Desde 2019 até agora, foram criados 11 novos cursos de licenciatura, 21 cursos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), os tais cursos técnicos superiores profissionais. Simultaneamente foram criados novos ciclos de estudo de mestrado, precisamente nove até este momento, e três cursos de doutoramento. Há aqui uma mudança muito forte, diria mesmo fortíssima, em termos da preocupação com a evolução do mercado, da sociedade e a procura em dar resposta a isso. É para isso que as instituições de ensino superior servem, particularmente nestes territórios de baixa densidade, onde as dificuldades são maiores e onde os desafios também são maiores, porque as instituições não são apenas instituições para formar e qualificar pessoas, têm também que trabalhar em articulação com a sociedade, com as empresas, com as IPSS, etc., não só para inserir os estudantes em estágios, mas para articular com eles formas de desenvolvimento do território.

Sente que o alargar da opção de formação trouxe mais alunos para o Politécnico da Guarda? Foi algo que ajudou a fixar mais alunos?
Sim, ajudou a crescer o número de alunos, tanto que desde 2019 temos vindo sempre a crescer, pese embora algumas contrariedades, como medidas ou instrumentos governativos que dificultaram, particularmente neste último ano, a captação de alunos no concurso nacional de acesso.

Mais informação na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

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