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Relações EUA-China podem abrir nova era de cooperação bilateral

22 de janeiro de 2025 às 10 h24

Três dias antes da tomada de posse como Presidente dos EUA, Donald Trump conversou ao telefone com o Presidente Xi Jinping. Segundo dirigentes chineses, “foram alcançados importantes consensos sobre o futuro desenvolvimento das relações bilaterais”. E sublinham:

“A expectativa é de que se possa promover um maior progresso nas relações China-EUA desde este novo ponto de partida. Os EUA e a China são, atualmente, os países de maior relevância no Mundo e devem manter uma amizade duradoura e trabalhar juntos para salvaguardar a paz mundial”.

Tratou-se de uma importante conversa realizada num momento crítico. Diversos meios de comunicação estrangeiros divulgaram que a importância que os dois lados atribuírem ao diálogo diminuirá a preocupação global de que os dois países não consigam um bom entendimento.

Analistas questionam:

“A China e os Estados Unidos são rivais ou parceiros? Esta é uma questão fundamental que influencia a direção das relações bilaterais. A China tem enfatizado repetidamente que está disposta a ser parceira e amiga dos EUA e espera que a parte norte-americana siga o caminho correto e respeite a trajetória do desenvolvimento chinês”.

As relações económicas e comerciais são imprescindíveis para ambas as partes. Apesar das diferenças e atritos, o benefício mútuo e os ganhos compartilhados são a essência de tal cooperação. Sendo as duas maiores economias do mundo, o volume do comércio bilateral ultrapassa 660 mil milhões de dólares (cerca de 633 mil milhões de euros) e o stock de investimento supera 260 mil milhões de dólares (cerca de 249 mil milhões de euros).

Além disso, os dois países possuem amplos interesses comuns e potenciais de cooperação em áreas como energia, ciência e tecnologia, combate ao narcotráfico, aplicação da lei, mudanças climáticas, assim como intercâmbios cultural e interpessoal. A coordenação e a cooperação entre China e Estados Unidos são indispensáveis para promover a recuperação económica mundial e resolver questões internacionais e regionais de grande relevância.

Alguns analistas comentam:

“É evidente que China e Estados Unidos possuem condições nacionais bem diferentes e, inevitavelmente, haverá divergências. Como lidar com elas? A chave é respeitar os interesses centrais e as principais preocupações de cada uma das partes, entender os respetivos princípios e fundamentos e encontrar maneiras de resolver os problemas adequadamente”.

E acrescentam:

“Olhando para os 46 anos desde o estabelecimento das relações diplomáticas sino-americanas, não se pode ignorar as enormes mudanças na situação internacional e nos laços bilaterais. Contudo, um facto básico permanece inalterado: China e Estados Unidos sairão sempre a ganhar com a cooperação e perderão com o conflito”.

A concluir, afirmam:

“Agora, as relações China-EUA estão num novo ponto de partida. Aderindo à liderança estratégica dos dois Chefes de Estado e implementando efetivamente os importantes consensos alcançados, a China e os Estados Unidos poderão reiniciar com o pé direito a administração do relacionamento bilateral e, em seguida, inaugurar uma nova era de convivência harmoniosa, o que será uma fonte de estabilidade para o Mundo.

Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China.

 

 

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