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Helena Teodósio, presidente da CIM Região Metropolitana de Coimbra (FOTO - DB/Pedro Filipe Ramos)
A presidente da CIM Região Metropolitana de Coimbra considera que este território tem “condições para assumir um papel mais relevante na competitividade turística de Portugal”, embora considere positivos os números de 2025. Confirma que a Região de Coimbra estará presente na FITUR, em Madrid, e ausente da BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market, na entrevista publicada hoje no caderno especial dedicado ao Dia Mundial do Turismo, que pode ler aqui na íntegra.
O turismo é um setor importante no desenvolvimento estratégico da Região de Coimbra?
Sem dúvida. O turismo é uma das atividades com maior capacidade para valorizar economicamente aquilo que distingue a Região de Coimbra. Permite transformar património, conhecimento, paisagem e identidade em procura, investimento e emprego, com efeitos que se estendem à produção agroalimentar, ao comércio, à cultura e aos serviços.
Temos condições para assumir um papel mais relevante na competitividade turística de Portugal. A força internacional da Região, associada à diversidade dos municípios, dá-nos capacidade para atrair diferentes mercados. A prioridade é organizar essa oferta, colocá-la nos canais de comercialização e aumentar o valor gerado por cada estadia. Para isso, precisamos de escala e de cooperação entre municípios, empresas e instituições de ensino e investigação. É neste sentido que o turismo ocupa um lugar central na nossa estratégia. Queremos que a capacidade de atrair visitantes se traduza em empresas mais competitivas, emprego qualificado e melhores condições de vida para as populações. A afirmação do destino tem de ser acompanhada por um retorno efetivo para a região.
Os números continuam a traduzir um crescimento do interesse dos turistas pela Região de Coimbra?
Sim, numa perspetiva estrutural, embora o crescimento não seja linear. Em 2025, a Região de Coimbra atingiu máximos históricos, com cerca de 1,67 milhões de dormidas e 981 mil hóspedes, mantendo a liderança no Centro de Portugal. há sinais positivos na nossa região : a estada média aumentou , a Região representou 20,8% das dormidas do Centro em junho e os pagamentos com cartões estrangeiros cresceram 8,8%, atingindo 62,1 milhões de euros. Estes indicadores mostram que a Região de Coimbra continua a despertar interesse e a gerar mais valor económico, apesar de um contexto mais exigente.
O nosso desafio passa agora por transformar essa atratividade em estadias mais prolongadas, maior procura ao longo de todo o ano e uma distribuição mais equilibrada dos visitantes pelos 19 municípios.
A questão seguinte é perceber como esses movimentos se traduzem em valor. Precisamos de acompanhar a duração das estadias, a receita gerada, a procura fora dos meses de maior afluência e a participação dos diferentes municípios. O aumento das dormidas é relevante, mas a avaliação deve também mostrar se as empresas conseguem melhorar a sua atividade e reter mais rendimento.
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