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Rui Ventura, presidente da Entidade Regional Turismo Centro de Portugal (Foto: DR)
Presidente da Entidade Regional Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, traça um cenário otimista sobre a evolução do turismo na região, marcada por uma grande diversidade da oferta, em entrevista num suplemento especial publicado na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS
Que momento vive atualmente o turismo na região Centro?
O turismo na região Centro vive um momento de consolidação e de transformação, num contexto em que o nosso principal objetivo passa por reforçar a capacidade do setor para gerar cada vez mais valor para o território, para as empresas e para as comunidades.
Os dados mais recentes dão-nos, aliás, um sinal importante nesse sentido: entre janeiro e julho, os proveitos do alojamento turístico na região aproximaram-se dos 294 milhões de euros, mantendo uma trajetória de crescimento. É um indicador relevante, porque demonstra a capacidade do setor para continuar a criar valor e reforça a importância de apostarmos num crescimento cada vez mais qualificado e sustentável.
O Centro de Portugal dispõe de uma oferta extraordinariamente diversificada, que combina património, cultura, natureza, gastronomia, enoturismo, turismo ativo, religioso, termal e de bem-estar, entre muitos outros produtos. Esta diversidade permite-nos responder a diferentes motivações de viagem e constitui uma das grandes forças do destino.
É precisamente sobre este potencial que estamos a trabalhar. Queremos aumentar a permanência dos visitantes na região, reforçar a procura internacional, reduzir a sazonalidade e promover uma maior circulação dentro do território, incentivando quem nos visita a descobrir diferentes destinos e experiências no Centro de Portugal.
É também com esse horizonte que estamos a desenvolver, em conjunto com a IDTOUR, o novo Plano Regional de Desenvolvimento Turístico do Centro de Portugal. Queremos dotar a região de um instrumento estratégico capaz de identificar oportunidades e estabelecer prioridades claras para o desenvolvimento turístico no médio e longo prazo.
Quais são os principais indicadores que permitem avaliar uma evolução positiva do setor?
Há vários indicadores que nos permitem olhar com confiança para a evolução do turismo no Centro de Portugal. Um dos mais relevantes é a capacidade do setor para gerar valor, traduzida, nomeadamente, na evolução positiva das receitas turísticas.
Este é um sinal importante, porque o crescimento do turismo não deve ser avaliado apenas pelo número de visitantes ou de dormidas. O nosso objetivo é aumentar o valor que a atividade turística gera e deixa no território. Isso passa por prolongar a estadia dos visitantes, estimular o consumo de experiências, gastronomia, cultura e produtos locais e assegurar que os benefícios do turismo chegam a cada vez mais empresas, comunidades e territórios da região.
Há depois uma evolução que os números de um único ano não conseguem traduzir por inteiro. O Centro tem hoje uma oferta turística mais qualificada e diversificada, com novos alojamentos, novas experiências e produtos turísticos e uma crescente capacidade para atrair eventos de dimensão nacional e internacional. Temos também territórios que há alguns anos estavam praticamente fora dos principais circuitos turísticos e que hoje conseguem afirmar-se através do turismo de natureza, do turismo ativo e desportivo, da gastronomia, do enoturismo ou do património.
Naturalmente, acompanhamos indicadores como as dormidas e o número de hóspedes, mas a nossa análise é necessariamente mais abrangente.
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