Quercus contra barragem de Girabolhos pede cancelamento do concurso público
A ssociação ambientalista Quercus desafiou o Governo a ter coragem de cancelar o concurso público | Fotografia: Público
A associação ambientalista Quercus desafiou hoje o Governo a ter coragem de cancelar o concurso público para a construção da barragem de Girabolhos, considerando que apostar numa grande barragem é adiar reformas indispensáveis.
No dia em que a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anuncia a abertura do concurso público para a construção da barragem de Girabolhos no rio Mondego, entre Seia e Nelas, a Quercus vem defender, em comunicado, uma visão integrada da bacia do Mondego acreditando que não é a barragem que vai resolver os problemas das cheias, mas é apenas um adiar de reformas.
A barragem já tinha sido prevista em 2016, num Governo socialista, mas foi cancelada. Na altura, a Quercus já afirmava que a bacia do Mondego “enfrenta problemas complexos e históricos que não se resolvem com respostas simplistas, exclusivamente centradas em grandes infraestruturas hidráulicas a montante”.
