“Prevenção é a palavra-chave” para os comerciantes da Baixa de Coimbra
DB - Ana Catarina Ferreira
Os comerciantes da baixa de Coimbra estiveram toda a noite e ainda na manhã de hoje a trabalhar na prevenção contra a possível “cheia centenária” que se avizinha.
O comércio que optou por abrir está a funcionar a meio gás. Os clientes são escassos, mas mantém as portas abertas. A um metro do chão não há nada que se possa estragar e nas portas estão preparados sacos de areia, tábuas de madeira e plásticos para impedir a água de entrar.
“A prevenção é nossa palavra-chave. Estamos a seguir as diretrizes da Ana Abrunhosa [presidente da Câmara Municipal de Coimbra] e estamos e tentar precaver-nos como podemos. Como o meu trabalho é a restauração tenho frigoríficos, tenho arcas, mas não consigo levantar tudo, mas estou a tentar proteger o máximo possível”, disse Helena Gomes, proprietária do restaurante Coisas da Lena.
O trabalho está a ser feito com a ajuda com familiares e amigos.
“Nós iremos para casa e estar os mais atentos possíveis. Eu moro na margem esquerda do [Rio] Mondego. Há possibilidade de a Ponte de Santa Clara ficar interdita e depois não tenho forma de chegar aqui. Vou tentar ir para casa e qualquer coisa dou um pulinho aqui à loja”, referiu a responsável.
A loja de roupa “Rulys”, situada na Avenida Emídio Navarro, já estava com cerca de meio metro de água na cave. Hoje de manhã, os funcionários e o proprietário estavam a tirar a água com recurso a moto-bomba e a limpeza estava a tentar ser feita na medida do possível.
O cenário desta manhã junto do comércio da Baixa de Coimbra era de alerta, com poucos clientes, e com o trabalho dedicado essencialmente à prevenção com o objetivo de minimizar os estragos.
O executivo e os funcionários da União de Freguesias de Coimbra realizaram, esta manhã, uma ação de sensibilização junto dos comerciantes da baixa alertando-os para a possibilidade de cheias nesta zona da cidade.
