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Opinião: “O Fado na Praça”

03 de julho de 2021 às 13 h13
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Abri o jornal. Olhei os títulos. Nada sobre o início do desarmamento. Nenhuma gripe. Nem asma crónica. Diabetes e pneumonias, nem uma palavra. Voltei a olhar melhor.

Nenhum testemunho de pessoas que não querem ainda ser vacinadas. Nada acerca de como recuperam no hospital aqueles que lá entram com o bicho silencioso. Nem um estudo científico credível. Nem uma medicina alternativa.
Também nada sobre romarias. Nem sobre noites de farra e de ternura. Nem sobre o cão que puxou a trela. Ou sobre o homem que mordeu o animal de estimação.

Julguei que estava a ler o jornal de ontem de pernas para o ar!
Amália escreveu que todos temos o nosso fado e que ninguém foge, por mais forte, ao destino que Deus dá.
O problema é que no nosso fado, hoje, tendencioso, amargurado por vírus de laboratório e medidas vacinais experimentais, quem segue cantando na praça pública finge ser quem não é.
Bom que seria, como referiu também a fadista, poder, um dia, trocar-se o fado por outro qualquer, mas acontece que este veio batido.

Nas ruas, só é permitido andar de um dos lados. Até aqueles que elegemos para nos governar e representar, andam empatados, com respiração ofegante e ar alucinado.

Como se isso não bastasse, nunca procuram auscultar ninguém. São altos e fortes. Passam a vida no laboratório, com tubos de ensaio, vestidos de bata branca, a decidir a cor do nosso fado. O país é que é pequeno, dizem.
E se o sistema, num momento de contágio, também deixa de respirar? O que vai ser feito de nós?
Antes de terminar a leitura, ainda olhei para mim. Fechei o jornal, e senti-me mais aliviado por o fazer.

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