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Óbito/Balsemão: Marcelo elogia contributo para a liberdade e democracia em discurso na missa

23 de outubro de 2025 às 14 h41
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O Presidente da República elogiou hoje o contributo de Francisco Pinto Balsemão para a liberdade e para a democracia, num discurso na missa que antecede o funeral do antigo primeiro-ministro, realizada no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Na sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa recordou presidente do grupo Impresa como um visionário, lutador e otimista, “a acreditar sempre no amanhã”, com “inabalável esperança e fé”.

“Assim foi, mais de seis décadas, num Portugal fechado, tal como num Portugal que ajudou a abrir para a liberdade e para a democracia”, afirmou.

Segundo o chefe de Estado, isso aconteceu “às vezes tão naturalmente que os seus passos pareciam não estar a mudar Portugal, mas estavam”.

“Mudavam e mudaram a vida dos outros, a vida de todos nós. Nunca foi uma ilha, sempre quis realizar-se pelos outros e com os outros. E isso, que foi muito, que foi tudo, Portugal nunca esquecerá”, completou o Presidente da República.

O antigo primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão, fundador e militante número um do PSD, do qual também foi presidente, morreu na terça-feira, aos 88 anos.

Hoje, na missa de corpo presente que antecede o funeral de Balsemão, Marcelo Rebelo de Sousa interveio depois de um momento musical em que Camané cantou o fado “Abandono”.

 O Presidente da República descreveu Balsemão como um visionário, que se dedicou “a fazer pelos outros e com os outros” e soube “antecipar tempos e modos, romper barreiras, desbravar horizontes, construir futuros com inventiva e rasgo”, como um lutador, que agiu “com coragem e com gosto do risco”, e um otimista, “a acreditar sempre no amanhã”.

Francisco Pinto Balsemão presidia ao grupo de comunicação social Impresa, do qual fazem parte o Expresso, que criou ainda durante a ditadura, em 1973, e a SIC, primeira televisão privada em Portugal, criada em 1992.

Em 1974, após o 25 de Abril, fundou, com Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota, o Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde Partido Social Democrata Partido Social Democrata (PSD).

Após a morte de Francisco Sá Carneiro, Balsemão assumiu a presidência do PSD, entre 1980 e 1983, e chefiou o VII e o VIII governos constitucionais, da AD, entre 1981 e 1983.

Era membro do Conselho de Estado, órgão político de consulta do Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa esteve no Expresso com Balsemão, com quem também iniciou o seu percurso político-partidário, no PPD, atual PSD, e com quem exerceu funções governativas.

No VIII Governo, o segundo chefiado por Francisco Balsemão, o agora chefe de Estado exerceu, primeiro, as funções de secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e, depois, de ministro dos Assuntos Parlamentares.

Autoria de:

Agência Lusa

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