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O município deve comprar o Cabo Mondego?

21 de abril de 2026 às 10 h15
Dever, deve, mas pode? Deve, pois trata-se de um património de valor incalculável do ponto de vista científico, geográfico, histórico e turístico.

21om os investimentos projetados a Norte (variante de Quiaios, projeto turístico-hoteleiro do Golfe de Quiaios), o Cabo Mondego pode ser a âncora que liga Figueira da Foz, Murtinheira, (Enforca-Cães), Quiaios e Lagoa da Vela.

Dito isto, terá o Município os meios financeiros necessários para esta aquisição?

Face aos vultuosos e indispensáveis investimentos em curso ou já projetados, e com a incerteza que reina nas finanças públicas, poderá parecer duvidoso tal desiderato.

Mas talvez se encontre um caminho alternativo: estando em discussão na AR a nova Lei de Mecenato Cultural, que bonifica de forma significativa em sede de IRC (130 a 140%), os donativos deste tipo, talvez fosse interessante sensibilizar as grandes indústrias locais para o interesse de se associarem a este objetivo.

Em boa verdade, uma instituição do tipo Fundação Serralves, em que o Estado, o Município e um conjunto de empresas se associam para adquirir, projetar e desenvolver o complexo do Cabo Mondego, seria uma boa solução.

E com que finalidades?

Várias, sem dúvida! A grande Universidade Europeia das Ciências do Mar e do Ambiente, laboratório a céu aberto da evolução geológica da Terra, museu mineiro, complexo turístico e hoteleiro de grande qualidade, Universidade de Verão, etc., etc.

Realidade possível? Sonho? Talvez um pouco dos dois. Mas, como escreveu o poeta: “Sempre que o Homem sonha, o mundo pula e avança”.

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