O areal urbano deve ser transformado num centro desportivo e de lazer?
Claro que sim.
Esta cidade não se pode dar ao luxo de desprezar uma imensa faixa da maior praia urbana do país, quiçá da Europa.
Infelizmente a jurisdição do domínio público marítimo e as alterações climatéricas impedem uma utilização mais profunda e permanente da antepraia. Mas isto não invalida que se trace e se concretize um plano de ocupação dessa área, tendo em conta os condicionalismos existentes.
A vertente desportiva já iniciada pelo município parece-me uma opção válida e que permite fruir aquele espaço durante quase todo o ano.
Faltam, a meu ver, espaços verdes e sombreados que, não obstante a aridez do solo, são possíveis tal como já acontece hoje no Oásis. Essas áreas de lazer, verdes e sombreadas, permitirão uma fruição familiar a que se pode e deve juntar áreas recreativas infantis e também para os menos jovens.
Pensar e agir “fora da caixa” e de forma “politicamente incorrecta” será certamente uma solução para devolver à fruição dos cidadãos essa área, com preocupações ambientais e qualidade de vida.
Os longos anos em que a cidade só se virava para a praia durante os curtos 3 meses de Verão foram uma constante do passado.
As gerações vindouras não nos perdoarão se não lhes dermos a oportunidade de abrir novos horizontes e talvez isso passe por aproximar e devolver a antepraia aos cidadãos e aos inúmeros visitantes que nos demandam.
Transformar a antepraia de uma forma inovadora na maior e melhor área de fruição de desporto, de lazer e de entretenimento dos netos aos avós, tudo isto a céu aberto – Eis o objectivo!
