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Não existe nenhum protesto massivo do povo

06 de novembro de 2026 às 11 h15

Não existe nenhuma situação complexa nas ruas de Portugal. Não existe nenhum movimento de massas nem um protesto massivo do povo.
Não! Em Portugal a serenidade está instalada e os devedores aos bancos pagam e os bancos criam mecanismos para ter mais devedores, construir mais tragédia financeira , sempre com soluções que oferecem mais dívida, mas que permitem a sobrevivência de quem trabalha afogado no império das taxas, impostos e coimas.

O que se passa nas acampadas é um fenómeno construído pela esquerda irrisória. Hoje, desempregados das televisões, fora das quadraturas de bofões, estão a desenvolver um percurso de assembleias de rua. Não são os mesmos de sempre, mas são seus acólitos e suas dependências a brilhar, a iluminar o espaço público e a serem elevados no colo da mais básica informação de que há memória em Portugal.

Os serventuários do poder acham que aqueles trezentos instrumentados representam o povo contra a governação.
Não! de facto, não representam mais que os partidos de um deputado só. A estratégia era montar a insurreição, a intifada que perpassa pelas ruas da europa conduzida pelos mesmos de sempre. A realidade é que a França tem uma dívida colossal, tem mais gasto público do que em toda a sua história, cobra mais impostos que Portugal num bolo muito maior, e não chega! Nada consegue sustentar a crença das dádivas! Dá-me pão, dá-me luz, dá-me casa, dá-me saúde, dá-me educação, dá-me mobilidade, dá-me segurança. Querem tudo sem trabalho, sem esforço, sem horário. É um querer potente, um querer sem filtros, cheio de certezas e de incapacidade de frustração.

O problema é que os franceses vão ter de reduzir a despesa, os portugueses não podem ter casas dadas, os pobres não podem ter tudo sem esforço, os oligarcas não podem possuir noventa por cento da riqueza do mundo! Há por tudo isto muito que fazer!

Os cidadãos perceberam isso e começaram a castigar os tipos do exagero, começaram a não acompanhar as acampadas, os regressos ao maoismo criminoso.

Gente como Holllebeck não é fascista! A classificação desta doença tem alíneas sucessivas para identificar o problema e encontrar a solução! O que não existe é rebelião, nem existe assembleia popular, nem existe construção de casas amanhã!

Podemos mudar as leis para ser mais fácil produzir casas diferentes, repensar a própria construção, rever os métodos das regras de edificação. Podemos fazer casas muito mais baratas e pré fabricadas. Podemos muito, mas não podemos alimentar estas tendas que conseguem influenciar os tribunais e as juízas e são elevadas pela comunicação endividada. Só de me surgir a dúvida de que aqui pode haver construção política laboriosa, entristece-me.

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