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Taça de Portugal: Académica a caminho da maturidade competitiva

18 de outubro de 2026 às 22 h14
Condoul não marcou mas teve o remate mais bonito da noite | Foto: DB/Pedro Filipe Ramos

Grande noite de futebol, com emoção, reviravolta, forte apoio nas bancadas e cinco golos. Foi um típico jogo de taça, valorizado pela transmissão televisiva e que, claramente, merecia um relvado melhor.

António Barbosa voltou a mexer na defesa, com a estreia do ex-Santa Clara, Kauan, para central direito, e de Nuno Macedo, terceiro guarda-redes do plantel, para a baliza. Ambos parecem ter entrado algo inseguros, ficando ligados ao primeiro golo dos visitantes: o brasileiro a perder o timing de abordagem e a ser ultrapassado, na transição rápida, e o guardião a defender para a frente, tal como fizera instantes antes.

Em futebolês, diz-se que foi um golo contra a corrente do jogo. A verdade é que a Académica entrou bem, muito subida e pressionante, acumulando disparos de fora da área e, praticamente, a fazer 10 minutos sempre no meio campo do Amarante.

Ainda assim, apesar do golo sofrido cedo, a equipa de Coimbra manteve o domínio das operações, mas agora optando por uma toada mais pausada e uma construção mais elaborada.

O Amarante, por seu turno, foi sempre mais vertical e rematador – chegou ao intervalo com sete remates efetuados, quatro deles enquadrados, ao passo que a Briosa fez apenas quatro (todos nos minutos iniciais). E, sim, nenhum remate enquadrado, pois o empate foi um autogolo e resultou de (mais) um lançamento lateral de Leandro Silva – movimento letal que o “laboratório” da Academia Briosa XXI continua a aperfeiçoar.

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