Menino internado no Pediátrico desde o berço aprendeu as primeiras palavras a falar com os médicos
Guilherme e o pai Kevin aguardam pela inauguração de amanhã da obra que criaram juntos. Foto: Pedrinhas
O pequeno Guilherme, de seis anos, protagoniza um dos casos de maior duração de internamento no Hospital Pediátrico de Coimbra, o que aconteceu desde que nasceu, com raríssimas saídas (de uma ou duas semanas), e só depois dos quatro anos e meio de idade.
Por isso o pai, Kevin Valezim – cidadão francês a residir em Portugal – diz que “ele aprendeu a articular as primeiras palavras com os médicos e enfermeiras, e fala como eles. Às vezes tenho que ir ao Google para perceber o significado das palavras técnicas que ele diz”, confessa.
Mesmo com uma vida difícil, resultante de ter nascido com atresia esofágica (ou seja secções separadas do esófago, o que impede que os alimentos cheguem ao estômago), Guilherme mostra uma força de viver extraordinária, muito interessado por música e artes plásticas.
Por isso, a cooperativa de solidariedade Pedrinhas desafiou-o, a par do pai, a realizar uma instalação mural – no âmbito do projeto Pedrinhar’te – que será inaugurada amanhã no Hospital Pediátrico de Coimbra.
| Mais informação na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS
