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O povo – denominador comum

18 de setembro de 2026 às 10 h15

Hoje, agora, dei por mim a revisitar Cícero que, no seu livro “Sobre a Velhice”, escreveu: “Aprovo o mancebo em que vejo um pouco de senil, assim aprovo o velho em que resta alguma coisa de mancebo”!

Não é de admirar que, os relatórios sobre a evolução da educação em Portugal, leia-se, qualificação dos jovens, regrediu 20 anos.
O drama, consiste em que nenhum dos responsáveis desta desgraça, leia-se Partido Socialista e Partido Social Democrata é responsabilizado eleitoralmente.
A não ser, naturalmente que, por efeito da subida do Partido CHEGA nas intenções de voto, os anteriores citados se unam “cobardemente” para fazer face a uma ameaça.

Poder-se-iam ter “juntado” há bastante mais tempo, se existisse a humildade suficiente para encontrar um denominador comum: o Povo!
O que decidirão então os cidadãos eleitores dentro de cerca de 3 anos – próximas eleições legislativas, “se lá chegarmos” – por efeito de políticas desastrosas na área da educação.

Pensarão todos, ou alguns, que me estarei simplesmente a referir às qualificações dos nossos jovens estudantes.
Se fosse só isso, e isso já era demais, poderíamos até estar descansados, porquanto uma reforma da educação não se faz contra ninguém, mas em aprofundado diálogo.

Mas, para quem está ligado à prática desportiva, tudo tem um maior e mais grave alcance; é que, o famoso e já famigerado PRR, não conseguiu “colocar” 1 único cêntimo para a construção de infraestruturas desportivas, num país onde, muitos, para o representar, têm de “andar a vender senhas aos familiares e amigos”, país este no limiar do 3º. Mundo; até no âmbito desportivo!

Naturalmente que, ouvimos dizer em tempos que já lá vão, que uma dada geração era a melhor! Demonstra-se que o governante da altura que convidou muitos jovens a imigrar, não sabia o que dizia e o mal que estava a fazer ao país. Mas não foi o único culpado. Os que lhe seguiram “esqueceram-se” de fazer as reformas necessárias.

E assim, vivemos numa elevada incerteza quanto à saúde dos nossos cidadãos por efeito da falta de políticas que fossem de encontro ao que muitos de nós sempre defenderam; uma prática desportiva coerente.

Adicionado a esta realidade, continuar a “achar” que as famílias e os clubes se devem continuar a substituir ao Estado e a outras entidades públicas, juntando a variável internacional, grave, que transporta Portugal para o limiar da pobreza – se já lá não estivéssemos! – então, direi, estamos metidos num grande sarilho.
Cai por terra a lógica que alguns desejam transmitir que, aos novos não se deve dar crédito e aos velhos se devem colocar no limite da margem do A4.
Um país, uma modalidade desportiva, a construção de uma sociedade, faz-se com todos!

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