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Coimbra

Farmácias são a rede de saúde mais desaproveitada

28 de novembro de 2025 às 11 h07
2 comentário(s)
Fotografia: Pedro Filipe Ramos

“As farmácias constituem a rede de cuidados de saúde primários mais desaproveitada”. A conclusão está escrita no livro “Dar & Receber”, que faz a história dos 50 anos de existência da cooperativa de distribuição de medicamentos, com sede em Coimbra, Plural+Udifar, num período histórico que coincide com a evolução do medicamento e da saúde em Portugal pós 25 de Abril.
Na apresentação da obra – ontem à tarde, na sede da cooperativa, no Loreto (norte do concelho) – a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, afinou pelo mesmo diapasão, defendendo que “as redes tem uma grande importância na coesão do país” e confessando que foi “muito infeliz como ministra, porque há um centralismo que prejudica o país”.

Por isso, sublinhou que “a rede de farmácias tem um potencial ainda por explorar, que permitiria um Serviço Nacional de Saúde mais racional e próximo”.

Por seu lado, Maria de Belém Roseira – oradora na sessão e autora do prefácio da obra – recorda a papel desempenhado pelas farmácias há quatro anos, na pandemia, “com a vacinação e a entrega de medicamentos em casa dos doentes; mas depois esse contributo foi esquecido e há, agora, infraestruturas que estão subaproveitadas”.

|Pode ler a notícia na integra na integra da edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

Autoria de:

António Rosado

2 Comentários

  1. Gasolina Normal diz:

    Isto não passa de mais um contributo de “sensibilização” da população para as “qualidades e importância dos privados” no contexto da Saúde em Portugal. Construir a Saúde privada destruindo a Saúde do sector Público(SNS). Com o “empenho activo” da ex-ministra, sempre na linha da frente na destruição do SNS. Como as “infraestruturas estão desaproveitadas” (isto dá vontade de rir), as farmácias devem começar a dar consultas médicas, análises clínicas, quiçá, internamento onde as farmácias possam disponibilizar um espacinho, pelo menos uma caminha (cabe em qualquer lado) para descongestionar os hospitais públicos. Esta gente rema toda para o mesmo lado, i,e, para a extinção do SNS e entrega da Saúde ao sector privado. Quando precisarem “à séria” de cuidados médicos lá vão os doentes ser entregues ao SNS. Pois!!! Sempre no seu melhor esta ex-min. Que grupo tem pago? Mellos – “L” dobrado é outro nível(!), Fosun?, Vivalto Santé?, Vila Nova?, HPA Saúde? Ou todos à vez?

  2. Carlos Enes diz:

    Gasolina Normal, o delírio do seu comentário é proporcional à transparência do seu nome.

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