Costa felicitou Seguro e diz que portugueses demonstraram “apreço pela democracia”
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, felicitou hoje António José Seguro pela eleição como Presidente da República, considerando que os portugueses demonstraram “o seu apreço pela democracia, reafirmando Portugal como um pilar do humanismo europeu”.
“Felicito António José Seguro pela sua eleição como Presidente da República Portuguesa e desejo-lhe os maiores sucessos no exercício do seu mandato. Os Portugueses demonstraram hoje o seu apreço pela Democracia, reafirmando Portugal como um pilar do humanismo europeu”, disse António Costas numa mensagem na sua conta nas redes sociais.
António Costa sucedeu a António José Seguro como secretário-geral do PS em 2014. Na ocasião, Costa derrotou Seguro nas primárias do PS em 2014 com 67,7% contra 31,5% e seria o candidato socialista a primeiro-ministro.
A nível europeu, a felicitação de Costa junta-se às das presidentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, que também já saudaram Seguro pela vitória nas eleições presidenciais de Portugal.
António José Seguro tornou-se hoje no sexto Presidente da República eleito da democracia portuguesa, ultrapassando a barreira dos três milhões de votos expressos, algo que anteriormente só Mário Soares, António Ramalho Eanes e Jorge Sampaio tinham conseguido.
Na segunda volta destas eleições presidenciais, o antigo secretário-geral do Partido Socialista superou os três milhões de votos quando ainda faltavam apurar 42 freguesias e nove consulados, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Dos mais de 11 milhões de inscritos, mais de 3,3 milhões votaram em Seguro, com André Ventura a obter mais de 1,6 milhões de votos, segundo os dados às 21:30, que apontavam para um abstenção próxima dos 50%.
Apenas outras quatro vezes desde 1976 um Presidente da República foi eleito com mais de três milhões de votos, sendo Mário Soares o único a consegui-lo por duas vezes, nomeadamente em 1991, naquela que foi a maior vitória em termos de percentagem e de votos de um chefe de Estado.
