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Cancro da mama: um exame a tempo pode mudar tudo

21 de outubro de 2026 às 10 h45

O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente na mulher em Portugal, com mais de 7.000 novos casos diagnosticados todos os anos. A taxa de sobrevivência ultrapassa os 90% quando o tumor é encontrado numa fase inicial, muitas vezes ainda não palpável.

É essencial que a mulher conheça a importância do rastreio e da vigilância mamária:
– O rastreio procura detetar a doença em mulheres sem sinais ou sintomas, permitindo diagnosticar em fase ainda precoce. A mamografia continua a ser o exame de referência. Temos unidades móveis tecnicamente modernas e que percorrem os vários concelhos do país (Liga Portuguesa Contra o Cancro). O rastreio destina-se às mulheres entre os 45 e os 74 anos e consegue identificar alterações milimétricas, muito antes de serem palpáveis.
– A vigilância significa estar atenta a mudanças na forma ou no tamanho da mama, é um gesto simples que complementa o rastreio. Qualquer alteração percebida, ou dúvida, deve motivar avaliação no seu médico assistente.

Descobrir a doença cedo não só salva vidas, como também permite tratamentos menos agressivos. Na maioria dos casos, é possível fazer cirurgias conservadoras, retirando apenas o tumor, e evitar a excisão dos gânglios na axila, reduzindo o risco de sequelas.

Sabemos hoje que não existe apenas um tipo de cancro da mama. Cada tumor é único e, por isso, os tratamentos são cada vez mais personalizados.
Está demonstrado que existe um melhor prognóstico quando o tratamento é feito num centro com experiência no tratamento do cancro da mama, onde cada caso é discutido em reunião com médicos de várias especialidades e que decidem em conjunto os tratamentos mais indicados para cada pessoa.

Hoje em dia, usar técnicas cirúrgicas menos invasivas, a possibilidade de reconstruir a mama na própria cirurgia, a preservação da fertilidade nas mulheres mais jovens, o apoio psicológico e o exercício físico fazem parte do plano de tratamento.

Sabemos também que o cancro da mama resulta de vários fatores: genéticos, hormonais, ambientais e de estilo de vida. Podemos mudar hábitos que ajudam a reduzir o risco: manter um peso saudável; não fumar; evitar o excesso de gorduras e de alimentos ultra-processados; e privilegiar uma alimentação variada, rica em fruta, legumes e fibras. O exercício físico regular é outro grande aliado, tanto na prevenção como na redução do cansaço e da ansiedade durante e após os tratamentos.

O cancro da mama já não define um caminho fatal. Graças à evolução no tratamento e à deteção precoce, mesmo havendo mais casos diagnosticados, a mortalidade tem diminuído de forma muito significativa.
É uma fase difícil, mas que pode ser ultrapassada com sucesso.
Com a evolução da ciência, a mulher com cancro pode hoje olhar para o futuro com mais confiança e esperar uma vida longa, plena e com qualidade.
Devem, por isso, continuar a fazer planos, a viver e a ser felizes!

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