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Câmara de Coimbra promete intervenção no Centro de Saúde de Celas

15 de maio de 2026 às 16 h11
Unidade que tem as obras de reabilitação paradas desde 2023 face a processo judicial | Fotografia: Arquivo - Ana Catarina Ferreira

A Câmara de Coimbra comprometeu-se a avançar com uma intervenção no Centro de Saúde de Celas para resolver problemas imediatos de uma unidade que tem as obras de reabilitação paradas desde 2023 face a processo judicial.

Este plano de intervenção procura resolver alguns problemas no curto prazo, tendo surgido um compromisso de um plano de intervenção imediato por parte do município, depois de uma reunião na semana passada entre a Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra e a Câmara Municipal.

“Há jardins abandonados, sérios riscos de cair uma varanda, não há um plano de emergência para o serviço, os contentores [de uma unidade de saúde familiar deslocalizada para junto do antigo pediátrico] estão sem grandes condições e há problemas na acessibilidade para pessoas com problemas motores”, disse à agência Lusa o coordenador da CoimbraCelas, uma das unidades de saúde familiares (USF) do centro, João Rodrigues, considerando que, de momento, “não há condições de segurança em relação aos utentes”.

 

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À Lusa, a coordenadora da USF CelaSaúde (que está em contentores), Emília Nina, recordou que a sua unidade está em instalações provisórias desde novembro de 2020, referindo que, além de intervenções de reparação nos atuais contentores, são necessários mais, para uma USF que tem mais de 15 mil utentes.

Em resposta escrita enviada à Lusa, o município disse que está a trabalhar “em estreita articulação com a ULS” para resolver problemas identificados e apresentar um plano “no mais curto espaço de tempo possível, prevendo-se que possa estar fechado em breve, e dentro da data acordada”.

O plano, de acordo com a Câmara, contempla intervenções “de manutenção e mitigação, destinadas a garantir as condições necessárias para a continuidade da atividade clínica, tanto no edifício sede como nas instalações provisórias”, com obras ao nível das acessibilidades e instalação de novos contentores na unidade que funciona junto do antigo pediátrico.

O município está também a avaliar “soluções que permitam salvaguardar as condições de segurança e funcionalidade da envolvente do edifício”, cujas obras de reabilitação estão paradas há mais de dois anos, devido a uma litigância com o empreiteiro.

Questionada sobre o custo da intervenção, a autarquia referiu que ainda não é possível apresentar “uma estimativa final de custos” nem quando ficará concluída.

À Lusa, a ULS de Coimbra disse que o município se comprometeu a definir um plano calendarizado até ao final deste mês para resolver as várias situações identificadas.

“Voltaremos a avaliar a situação nessa altura, sempre com o foco na segurança dos nossos utentes e profissionais, que nunca poderá ser posta em causa, nem que para isso seja necessário limitar a atividade assistencial nas atuais instalações. No entanto, é nossa convicção que a autarquia vai resolver, da melhor forma e em tempo útil, esta situação”, vincou.

Questionada sobre a possibilidade de suspensão da atividade clínica naquele centro de saúde, a ULS afirmou que acredita que a solução agora concertada “será suficiente”, mas não descarta “o envolvimento de entidades externas reguladoras ou fiscalizadoras”, caso a segurança fique comprometida.

Fonte oficial da ULS de Coimbra confirmou que não existe um plano de emergência validado, mas assegurou que o mesmo “está a ser desenvolvido”.

João Rodrigues lamenta a demora numa resposta para aquele centro de saúde, recordando que houve uma visita do atual executivo em dezembro para “resolver o que não estava resolvido”, mas que os meses passaram sem a apresentação de uma intervenção.

“Estamos em maio e precisamos de saber se vai ou não ocorrer”, vincou.

Questionado sobre o atraso na resposta após a visita em dezembro, o município disse que “tem vindo a acompanhar o processo” e que esta intervenção “decorre num contexto particularmente complexo”.

“Esta é uma situação já conhecida, herdada do anterior executivo e sem solução prevista aquando da tomada de posse”, acrescentou.

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