IA exige mudança profunda nas empresas
Conferência incluiu uma visita às instalações da Fapricela | Foto DB-Ana Catarina Ferreira
Coimbra iTec levou à Fapricela um debate sobre IA, cibersegurança e autonomia industrial. Empresários e académicos refletiram sobre os desafios da transição tecnológica e a urgência de preparar equipas para lá do “entusiasmo tecnológico”
A Inteligência Artificial (IA) só produzirá ganhos reais nas empresas se for acompanhada por uma profunda transformação organizacional e por uma estratégia sólida de cibersegurança. A ideia foi defendida ontem por Bruno Horta Soares, coordenador da pós-graduação em Cibersegurança da Coimbra Business School – ISCAC, durante uma conferência promovida pela Coimbra iTEC nas instalações do Grupo Fapricela, em Ançã.
O especialista alertou para o risco de muitas organizações procurarem apenas o “sabor da IA”, adotando soluções tecnológicas sem terem concluído etapas fundamentais, como a digitalização de processos ou a transformação organizacional.
“A IA não vem substituir tarefas, vem substituir decisões”, afirmou, defendendo que o verdadeiro desafio passa por compreender e estruturar o conhecimento que hoje reside nas pessoas antes de o automatizar.
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