Mais do que vencer, é preciso convencer
Portugal treinou ontem e afinou a pontaria para o jogo de hoje | Fotografia:
Portugal defronta, hoje, o Uzbequistão, de novo em Houston, no segundo jogo do Grupo K do Mundial2026, em que só a vitória interessa
Mais do que ganhar, Portugal precisa de convencer. Sim, porque mais uma exibição cinzenta deixaria a equipa das “Quinas” sob pressão antes da Colômbia.
A receita não tem nada de extraordinário: menos circulação estéril, mais agressividade entre linhas, maior intensidade sem bola e utilização constante da largura. Por outras palavras, Portugal precisa de acelerar o jogo e aceitar algum risco calculado.
No empate frente à RD Congo, a seleção de Martínez mostrou domínio territorial e de posse, mas revelou pouca agressividade ofensiva: com cerca de 75% de posse de bola, e centenas de passes, fez apenas sete remates e só um enquadrado.
Para este jogo, adivinham-se mudanças de Roberto Martínez, não só por essa necessidade de verticalizar o jogo mas também porque alguns jogadores estão “presos por arames”.
Tomás Araújo saiu tocado da última partida e deverá ser rendido pelo regressado Rúben Dias. Gonçalo Inácio também espreita o onze pela qualidade que tem a sair a jogar. Depois Nuno Mendes é provável que seja poupado pela exigente época que está a fazer. Na frente, pedem-se extremos fortes no um para um e em zonas de finalização.
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