Figueira da Foz

Governo relança Programa Floresta Ativa nos “próximos dias”

17 de junho de 2026 às 18 h02
Rui Ladeira cumprimenta operacional do novo Centro de Coordenação Operacional da AFOLCECA | Foto DB - Jot'Alves

 O secretário de Estado das Florestas anunciou hoje que o programa Floresta Ativa, de apoio à limpeza e gestão de terrenos florestais, será relançado “nos próximos dias”, com uma verba de quatro milhões de euros.

“Durante os próximos dias, o aviso do programa Floresta Ativa vai ser lançado e, através daquilo que já foi e a experiência que tivemos, porque foi inovador no ano anterior e com grande sucesso, vamos colocar à disposição”, disse Rui Ladeira aos jornalistas.

O governante falava hoje durante a inauguração do novo Centro de Coordenação Operacional da AFOCELCA, empresa de proteção florestal detida pelos grupos do setor da celulose Altri e The Navigator Company, nas instalações da Celbi, na Leirosa, Figueira da Foz.

“Naturalmente, esgotando, é essa a nossa ambição, a totalidade da verba que vai ser colocada à disposição de quatro milhões de euros, vamos tentar, se possível, reforçar, porque, de facto, queremos gestão, que os proprietários tenham condições e apoios, recursos públicos, para fazer aquilo que ambicionamos: gestão e prevenção contra incêndios”, acrescentou.

Segundo Rui Ladeira, são cerca de 6.300 hectares de área onde o proprietário florestal, de forma individual ou agregada, “pode candidatar com a sua propriedade, com uma fotografia do atual estado georreferenciada e com pouco mais documentos”, na plataforma do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

“Isso aconteceu faz agora um ano e tem sido um sucesso e queremos replicar e aprofundar esta medida enquanto gestão florestal, mas sobretudo também prevenção contra incêndios”, salientou.

O apoio é de 650 euros por hectare, indicou o secretário de Estado das Florestas, adiantando que o programa irá permitir, “agora, que todas as espécies, nomeadamente também a fileira do eucalipto, possa submeter a candidatura, com valores diferenciados”, uma vez que as intervenções também “são diferenciadas”.

“É algo de muito positivo para que o cidadão em Portugal, do Norte ao Centro, do Litoral ao Interior, possa candidatar as suas parcelas para a gestão florestal e, de uma forma simplificada e desburocratizada, apenas na plataforma do ICNF, poder submeter essa mesma candidatura e, no curto espaço de tempo, também obter resposta”, defendeu.

Rui Ladeira adiantou que outro aspeto que está a ser aperfeiçoado é no sentido de prever “fazer adiantamentos, para que a operação tenha uma antecipação daquilo que é verba que é elegível”.

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