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Especialistas vão monitorizar árvores em rua de Coimbra com obras do ‘metrobus’

22 de maio de 2026 às 12 h22
Serão monitorizadas 62 árvores da rua Lourenço Almeida Azevedo | Fotografia: Arquivo

A Câmara de Coimbra contratou o Fitolab – Laboratório de Fitossanidade para monitorizar as 62 árvores da rua Lourenço Almeida Azevedo, durante e após as obras do ‘metrobus’, que motivou vários abates naquela via.

O Fitolab, laboratório associado ao Instituto Pedro Nunes (IPN) e coordenado por investigadores e docentes do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, foi contratado através de um ajuste direto, por cerca de 15 mil euros, para serviços de acompanhamento da estabilidade de 62 árvores da rua Lourenço Almeida Azevedo, durante cerca de ano e meio, de acordo com o contrato publicado no portal de contratação pública Base.

Questionada pela agência Lusa, a Câmara de Coimbra afirmou, por escrito, que o plano de monitorização das árvores remanescentes daquela rua prevê uma fase de “acompanhamento dinâmico”, durante a execução da empreitada do ‘metrobus’, de forma a mitigar possíveis danos no decorrer das obras.

 

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Após a empreitada estar concluída, haverá uma segunda fase de acompanhamento “para diagnosticar problemas não visíveis de imediato, mas que podem comprometer a estabilidade futura das árvores devido a alterações no solo ou ‘stress’ radicular”, aclarou.

“O objetivo final é garantir que o património arbóreo remanescente permanece seguro para a circulação de pessoas e bens a longo prazo”, salientou o município, que afirmou que a contratação do Fitolab permite “uma avaliação científica rigorosa, com metodologias avançadas de diagnóstico biomecânico e fitossanitário”.

Inicialmente, o serviço estava contratado para o acompanhamento de um inventário de 66 exemplares, mas, após “a validação técnica efetuada no terreno pela equipa do Fitolab no início dos trabalhos, contabilizou-se um total real de 62 árvores”, explicou o município.

Os 62 exemplares que se mantêm na rua, depois de vários abates no âmbito da empreitada do ‘metrobus’, serão objeto de monitorização quinzenal e exames de diagnóstico aprofundado na fase final do contrato.

Entre os exemplares, há castanheiros-da-índia, jacarandás, tílias, tipuanas e plátanos.

Questionada sobre a possibilidade de poder haver novos abates face aos trabalhos que irão decorrer na rua, a Câmara de Coimbra vincou que o objetivo principal do serviço agora contratado “é a preservação e segurança”.

“O Fitolab atua como um órgão de consultoria técnica independente, cujo papel é detetar precocemente situações de risco biomecânico (instabilidade) ou fitossanitário. Sempre que um exemplar apresente um risco que não possa ser mitigado por medidas de conservação, serão elaboradas recomendações técnicas fundamentadas”, disse.

O município salientou ainda que cabe ao Fitolab apenas elaborar recomendações fruto das avaliações feitas, cabendo a decisão final de qualquer intervenção ou possível abate “às entidades competentes, com base nos dados científicos fornecidos”.

Os abates de árvores naquela rua de Coimbra foram contestados em diferentes iniciativas de cidadãos e movimentos.

A rua visada pelos abates apresentava características que a tornavam especial, adornada com tipuanas (flor amarela) e jacarandás (de flor roxa), representando as cores da cidade.

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