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Câmara de Condeixa-a-Nova com resultado líquido positivo de 555 mil euros em 2025

07 de maio de 2026 às 15 h06
O relatório relativo a 2025 foi aprovado, por maioria, na Assembleia Municipal de Condeixa-a-Nova | Fotografia: Arquivo

A Câmara de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, encerrou o ano de 2025 com um resultado líquido positivo superior a 555 mil euros, segundo o documento da Prestação de Contas.

O relatório relativo a 2025 foi aprovado, por maioria, na Assembleia Municipal de Condeixa-a-Nova, com os votos favoráveis do movimento Condeixa Novos Caminhos (CNC) e do PS e as abstenções do PSD e do Chega.

No exercício de 2025, foram contabilizou gastos de 21,4 milhões de euros (ME), numa diminuição de 1,3 ME face ao ano anterior, segundo o documento consultado pela agência Lusa.

 

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Relativamente aos rendimentos, foram de 22 ME no ano passado, o que representa um acréscimo de 1,6 ME, relativamente a 2024.

De acordo com o documento, o saldo de gerência transitado para 2026 é de 904.737 mil euros e o saldo de operações de tesouraria para o ano seguinte é de 545.912 euros.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Câmara, Liliana Pimentel (CNC), salientou a contenção das despesas feita até ao final do ano e a redução da dívida de fornecedores e empreiteiros de cerca de 2,3 ME para 1,1 ME feita pelo atual executivo, em funções desde final de outubro.

Segundo a autarca, o pagamento de várias dívidas em atraso “concorreu positivamente” para “um prazo médio de pagamentos abaixo daquilo que tinha sido aprovado em 2024”, que permitiu também “diminuir o endividamento e a dívida de curto prazo”.

Por sua vez, a Comissão Política Concelhia do PS de Condeixa-a-Nova considerou, em comunicado, que os “dados provam que o anterior executivo socialista entregou uma autarquia com contas certas, equilibrada e rigorosa”, considerando que “o apregoado ‘milagre financeiro’ do atual executivo não existe”.

“A descida da dívida a fornecedores no final do ano é um fenómeno cíclico, resultante da concentração de receitas no último trimestre — uma normalidade administrativa que o atual executivo tenta vender como uma vitória extraordinária”, afirmou o partido, que geriu a autarquia desde o 25 de Abril.

Para o PSD, que se absteve, o pagamento de despesas que o anterior executivo planeava pagar em 2026 foi um aspeto positivo, mas considerou, por outro lado, que a taxa de execução orçamental foi “muito baixa” em relação ao previsto, com cortes em “várias obras grandes”, como a Escola Secundária Fernando Namora ou a alteração do centro de saúde.

“Houve um corte desde o orçamento inicial até às contas finais da ordem de 10 milhões de euros e foi feito para poder apresentar uma taxa de execução ‘melhorzinha’, mas se tivesse mantido o orçamento inicial a taxa de execução tinha sido muito baixa”, apontou à Lusa o deputado Silvino Capitão.

O Chega disse que a abstenção foi “um gesto de responsabilidade institucional”, reconhecendo que o atual executivo apenas teve “responsabilidade direta em três dos 12 meses” de 2025, o que “limita a sua capacidade de imprimir já uma marca própria na execução orçamental”, e do qual destacou “uma atitude democrática, dialogante e construtiva” ao longo destes meses.

“[É] uma forma de dar ao atual executivo a oportunidade de cumprir aquilo que prometeu e que foi sufragado pela maioria dos condeixenses”, afirmou o deputado António Duarte, numa resposta por escrito à Lusa.

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