Povo saiu às ruas de Coimbra no 1.º de Maio para reivindicar melhores condições de trabalho
A falta da presença de jovens em maior número foi sentida na manifestação
Sérgio Godinho canta que “só há liberdade a sério quando houver, liberdade de mudar e decidir, quando pertencer ao povo o que o povo produzir” e a população saiu ontem à rua para reivindicar o que sente que lhe é devido.
Sem a dimensão da manifestação do 25 de Abril, os principais sindicatos uniram-se ontem na praça da República para assinalar o Dia do Trabalhador. Entre as muitas faixas, cartazes e cânticos, havia também cravos…
“Nunca podemos esquecer o 25 de Abril. Até há 51 anos, não nos podíamos manifestar no 1.º de Maio. O cravo tem sempre significado”, salientou Isabel, uma reformada que não quis relevar o seu apelido, mas que garantiu que continua “a lutar pelos direitos”. “Continuo a lutar para que não venha quem desfaça os direitos conquistados”, afirmou Isabel, ainda antes da manifestação arrancar.
A falta da presença de jovens em maior número foi sentida na manifestação. Isabel espera que, tal como as gerações mais velhas “não se esquecem dos direitos conquistados”, os jovens “também não se esqueçam”.
Já depois da manifestação dar os primeiros passos rumo à Baixa de Coimbra, António Sousa, trabalhador no Ministério da Justiça, garantiu ao DIÁRIO AS BEIRAS que é “importante manter viva a chama do 1.º de Maio”.
“Que não caia no esquecimento, por exemplo, na malta mais nova. Custou muito aos trabalhadores conseguirem os seus direitos”, afirmou António Sousa, que garantiu ter já perdido a conta às vezes que participou nas manifestações do Dia do Trabalhador.
Olhando para a sua carreira profissional, o funcionário do Ministério da Justiça não teve dúvidas em destacar o papel que as greves e as manifestações tiveram na valorização da sua profissão.
“Eu vi melhorias nas minhas condições de trabalho devido às lutas feitas pelos trabalhadores nas manifestações e ao sindicato”, assumiu.
