Opinião: Mesmo com o mundo a arder… a esperança é a última a morrer!
Estamos a viver uma crise muito para além do imaginável!
Percebem que não me estou a referir à “paróquia” “andou” tudo muito atarefado com a elaboração das listas de deputados.
A única preocupação que deveremos ter, essa sim muito séria, será sobre o futuro da democracia e como a vamos aprofundar para a sua própria defesa!
Os cidadãos eleitos como representantes do Povo, de facto, não o são. Para se ser representante do Povo, é necessário que seja chamado a pronunciar-se para a sua designação e escolha em eleições directas.
Ninguém de boa índole se envaidece com o seu trabalho, se este não tiver como fim último o bem comum.
Uma nova lei eleitoral poderá e deverá ser discutida na próxima legislatura, para que não sejam designados o que alguns, em nome de muitos, decidiram.
Cada vez mais, porque cada vez são piores as listas de deputados – desculpem-me os bons – é necessária uma nova forma de confrontar os candidatos a deputados com os eleitores.
O centralismo e a “bolha” em que vivemos são determinantes para que nada mude!
Como escreve António Costa Silva, ex-ministro da economia de António Costa, “mais arriscado do que mudar, é continuar a fazer a mesma coisa”!
Portugal precisa de muitos “nós” e poucos ou nenhuns “eus”!
Por falar em “eus”, estaremos ou não, por efeito do louco Trump, numa fase crítica no relacionamento mundial? Será que Trump vai conseguir ganhar o mundo pelos piores motivos, ou ao contrário, tudo o que faz tem como objectivo melhorar a prestação das pessoas e da sociedade?
É que tudo, mesmo tudo, tem de ser colocado na equação. Quem se recusa liminarmente a discutir ou a conversar sobre as várias determinantes de uma sociedade nova, está a ficar velho e caduco…tenha a idade que tiver!
Ainda a procissão vai no adro, todos conjecturam e ninguém acerta!
O louco é louco, e o que hoje é verdade amanhã é mentira. Já aconteceu e vai continuar a acontecer.
Não basta gritar que Trump é louco e Musk pior do que ele! Estão a fazer um jogo perigoso. A pior coisa que pode acontecer a um país é o Povo estar descontente. Reprimam… até ao ponto de haver um novo dia!
A União Europeia nunca tratou de acautelar a sua sobrevivência económica e política. Deixou-se levar pelo facilitismo mantendo um nível de vida invejável.
Na verdade, estamos todos metidos num grande sarilho.
Trump insulta políticos, professores, médicos, trabalhadores agrícolas, tudo o que mexe, em nome de uma nova América que ninguém sabe se surgirá!
Os que mais sofrerão serão os mais frágeis. Os que nada mais têm além da “palavra” esperança.
Mesmo com o mundo a arder…a esperança é a última a morrer!


