Coimbra

“É difícil vir ao recinto” em cadeira de rodas

01 de junho de 2024 às 12 h41
DB/Daniel Filipe Pereira

Sara Sousa é estudante do 1.º ano do mestrado de Psicologia Sistémica e da Saúde, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC). Nasceu com a doença Charcot Marie Tooth, uma neuropatia hereditária na qual os músculos da parte inferior das pernas ficam fracos e definham (atrofia), que a colocou numa cadeira de rodas. Apesar das dificuldades em vir ao recinto da queima, admite que está presente, pelo menos, uma vez por ano.
“Para mim é difícil vir ao recinto. Por exemplo, se eu quiser assistir ao concerto (no palco principal), eu não tenho nenhuma plataforma para conseguir ver. Na Latada, do ano passado, eu consegui porque havia uma plataforma, mas na queima nunca tiveram e eu nunca consegui ver um concerto adequadamente. Se vou lá para a frente estou no meio das pessoas e não consigo ver nada. Normalmente vejo os concertos de trás”, disse a estudante.
A organização deixa que Sara assista aos espetáculos na zona do fosso (espaço entre o palco e o público) mas diz que “não é muito confortável porque fica muito em cima das colunas e não pode estar em grupo com os amigos” porque só pode ser acompanhada por uma pessoa nesta zona.

Toda a informação na edição impressa e digital de hoje, sábado, 1 de junho do DIÁRIO AS BEIRAS

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