Condeixa-a-Nova: Festas no centro da vila significam “identidade e espírito de pertença”

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DB-Ana Ferreira – Nuno Moita, presidente da CM Condeixa-a-Nova

Estamos em plena realização da Festas de Santa Cristina. Qual foi o conceito base para a realização do certame, onde se destacam os concertos musicais e as tasquinhas?
Não alterámos o conceito base das festas porque este é o formato que corresponde ao que as pessoas gostam. As festas realizam-se no centro da vila, o que traz identidade e espírito de pertença aos condeixenses. É o reforço da identidade de Condeixa. Temos os espaços das tasquinhas, doçaria, artesanato, institucional e das empresas. Por isso, estamos a contar com mais visitação do que nos anos anteriores à pandemia. Nessa altura tivemos uma média de 10 mil pessoas por cada dia das festas. Agora nota-se uma grande vontade das pessoas participarem, em resultado da ausência prolongada deste tipo de eventos e, por isso, estamos à espera de 70 mil pessoas no conjunto dos seis dias desta edição.
A isto acrescenta-se um cartaz de concertos que é de grande qualidade, com espetáculos que têm vindo a decorrer, com artistas que as pessoas bem conhecem.

Toda a animação está concentrada na Praça da República de Condeixa?
Sim. Além do palco há oito tasquinhas de promoção da gastronomia regional, seis das quais atribuídas a associações ou clubes do concelho, o que é uma oportunidade de terem um aumento de rendimento e contribuir para a sustentabilidade da sua atividade. A nossa praça da alimentação tem 640 lugares disponíveis mas, mesmo em edições anteriores, é habitual existirem filas de clientes, o que demonstra a atratividade do evento ao longo de todos os dias.
Por outro lado, há um crescente aumento do interesse das empresas em estarem presentes no certame, muito fruto do dinamismo da ADEC- Associação de Desenvolvimento Empresarial de Condeixa que, desde o seu nascimento, em 2015, tem mantido um percurso de crescimento. O mesmo em relação à participação institucional.

Essa atratividade reflete-se nas receitas geradas pelo certame?
A adesão das empresas representa um retorno para o equilíbrio das contas do município, face ao investimento feito pela câmara na realização destas festas, que é de cerca de 250 mil euros. Do lado da receita temos a contabilizar cerca de 60 a 70 mil euros, resultante do leilão de espaços entre as empresas presentes, a que se acrescenta o que a câmara recebe em patrocínios. Em comparação, por exemplo, com as receitas das festas de Santa Cristina de 2014, é um grande aumento porque, nessa altura a receita foi apenas de 12 mil euros. Note-se que, por outro lado, não há bilhética, ou seja a entrada é livre para todos.

Amanhã, domingo, tem lugar o Dia do Município? Como vai decorrer este ano?
Em relação ao Dia do Município, este ano temos uma perspetiva diferente do que é habitual. Vamos voltar a realizar a Sessão Solene, como todos os anos, nos Átrio da Câmara Municipal, mas também vamos fazer algo diferente. No fim da cerimónia vamos deslocar-nos de autocarro até à freguesia do Zambujal, para inaugurar o Moinho da Serra de Janeanes e o Parque de Merendas, com degustação de produtos tradicionais, numa aposta na oferta turística. Desta forma, estamos a dar um sinal de que as festas não são só da vila, mas de todo o concelho.

Pode ler a entrevista completa, bem como o especial dedicado às Festas de Santa Cristina, na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

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