“É uma festa que apela ao amor à terra”

FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

Para além dos artistas de relevo nacional em cartaz, o que se pode esperar das Festas de Santa Cristina?

Pode-se esperar seis noites de forte animação, de forte convívio com as gentes de Condeixa, com os produtos tradicionais de Condeixa, tanto na feirinha como aqui na parte das tasquinhas, os produtos, os doces típicos, não só de Condeixa (mas também de Condeixa).

O que é as Festas de Santa Cristina?

Além [da festa] da padroeira de Condeixa, é a festa da vila de Condeixa, que se estende ao concelho. Nós, nos outros anos, temos tido sempre grandes enchentes. Os cartazes têm sido bons, têm vindo a melhorar ao longo dos anos em virtude também de termos conseguido captar mais receitas. Nós estamos com um custo da festa mais ou menos estabilizado, pelos 200 mil euros, mas que ao longo do tempo tem vindo a diminuir o custo efetivo porque, de facto, estamos a aumentar a nossa capacidade de arrecadação de receitas. Tem a ver também com o facto de a festa ter vindo a crescer de ano para ano – no sentido de mais público, de mais publicidade… As pessoas vão valorizando e, portanto, isso depois vai passando de boca em boca.
Quando cá chegámos, há cinco anos, a Festa de Santa Cristina estava um bocadinho em baixo, digamos assim, para ser simpático… Estava só com duas ou três tasquinhas, com muito pouco público. Nós aí conseguimos inverter esse ciclo negativo.

A festa tem crescido, como disse. Qual a evolução em termos de visitantes?

O facto de não termos a cobrança de bilhetes dificulta-nos saber o número certo. O que lhe posso dizer (…) é que é notório de ano para ano o aumento do número de pessoas que assiste. [No ano passado foi] cerca de 10 mil pessoas por dia.
Qual é o problema que ainda continuamos a enfrentar? É uma questão de espaço. Uma coisa que eu acho que valoriza a festa que é ser no centro da vila. Tem um inconveniente: chega a um ponto que não dá para crescer muito mais. Podíamos deixar fechada mais uma rua para ali ou para aqui… Agora, esse limite ainda não atingimos e eu gostaria sempre de arranjar soluções para manter, nem que se façam dois pólos da festa no futuro…

São seis dias de plena festa, acabando com o dia do município no dia 24. Não podemos dissociar dos tradicionais discursos políticos, mas também [tem] sempre uma coisa diferente. Este ano temos a apresentação de um livro no âmbito do movimento de candidatura de Conímbriga a Património Mundial da UNESCO. Este ano apostámos [em] chamar a atenção para aquilo que nós já apresentámos como candidatura (já está apresentado). Foi um trabalho de quatro anos de levantamento e inventariação de todo o património material, imaterial e paisagístico do concelho. Já entregámos como dossiê à embaixadora da UNESCO em Portugal.

Versão completa na edição impressa

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.