Opinião – A Pandemia e a “Pantominia”!

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Portugal e o resto do mundo vivem um período marcado por uma grave crise de saúde pública, com graves repercussões económicas e financeiras. Nos últimos dias passámos até a ser o País do Mundo com maior incidência de novos casos e mortes por milhão de habitantes.
Já não bastava a situação catastrófica que vivemos, também o povo português tinha de ter o infortúnio de ser liderado por um Governo que insiste em acrescentar crise à crise!
Na última semana foram notórios o desnorte e confusão reinante no seio do Governo. À quarta, encerram só algumas coisas! Na segunda a seguir, agravam-se mais algumas medidas. Mas, garante-se que as escolas não vão fechar. Na quinta seguinte, afinal as escolas são todas para fechar. Neste vai e vem de posições sem qualquer suporte científico, apenas suportado por dogmas ideológicos, desperdiçou-se mais de uma semana, perdendo-se um tempo precioso para reduzir a taxa de propagação da doença.
Reparemos no argumento do Sr. Primeiro Ministro, no qual suporta a alteração de posição sobre a manutenção do funcionamento das escolas, na incidência da nova estirpe inglesa, o que foi rapidamente desmentido pela maioria dos especialistas.
Pergunto que conforto trará esta cisma ideológica, para quem perdeu ou perderá um familiar próximo, o emprego ou o negócio, ou seja, que teve o grave infortúnio de ter à frente do País um o Governo incompetente na gestão da crise e que tardou a tomar as medidas necessárias.
Para além da incapacidade de gestão, têm-se sucedido um conjunto de episódios que demonstram a falta de respeito do Governo pelas instituições e principalmente pelo estado de direito.
Destes, destaco o caso do Procurador Europeu, em que após a escolha de um júri de peritos internacionais, o Governo Português optou intencionalmente por prestar falsas informações, de forma a garantir que a escolha recaísse sobre o candidato da sua preferência. Dadas as competências dos procuradores europeus em termos de combate à fraude e corrupção em fundos europeus, não nos quererão convencer que foi ingénua a conduta adotada pelo Governo.
A prestação de falsas declarações e o recurso frequente a chavões ou afirmações sem qualquer base científica, que tem caraterizado a atuação governativa, é típica de outro tipo de regimes e de outras latitudes!
Num nível mais local, mas também simbólico em termos de populismo e impreparação, foi a resposta que o Ministro do Ambiente deu à minha intervenção no debate sobre os Projetos de Lei do Clima, em que este criticou a construção de novas barragens e afirmou que à data de hoje nunca seria feito o Aproveitamento Hidroagrícola do Baixo Mondego.
Isto, certamente implicaria uma forte redução da produção agrícola e uma ocorrência de cheias muito mais frequentes. Com este tipo de Ministros, arriscamo-nos a ver de novo a baixa da cidade de Coimbra de baixo de água!

A minha atividade na passada semana
– Destaco a audição da Ministra da Agricultura, em que tive oportunidade de a confrontar com a inação do seu ministério no combate à Vespa Asiática.

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