Opinião: O jogo do passa culpas!

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Volvidos mais de cinco anos, o Governo liderado por Pedro Passos Coelho continua a servir de desculpa, para justificar os infortúnios do atual Governo. Incapaz de ter uma ideia ou projeto para o País, navegando ao sabor da maré, o XIX Governo Constitucional tem servido de alibi retórico, falseando ou omitindo a veracidade histórica, fomentando uma profunda divisão na sociedade portuguesa, mimetizando o modus operandi de Donald Trump.

Ao contrário de António Costa que quis governar a todo o custo e de qualquer forma, mesmo sem ter ganho as eleições de 2015, Passos Coelho herdou um pré-programa de Governo, da responsabilidade do Partido Socialista, mais concretamente o memorando de entendimento.

Nos últimos cinco anos habituamo-nos à ligeireza com que são escamoteadas todas e quaisquer responsabilidades, sejam nos graves incêndios de 2017, seja no roubo de armas em Tancos, seja na venda do Novo Banco, seja no processo de nacionalização da TAP, seja no envio de currículos alterados ou mesmo na morte de cidadãos estrangeiros nas instalações do SEF, sempre com o alto patrocínio do Presidente da Républica.

No último ano, mesmo numa situação adversa como a gestão de uma pandemia, foi notório o desnorte no discurso e nas medidas, sendo muitas destas pouco inteligíveis e ajustadas ao momento, em vários momentos tentou-se transparecer que os milagres eram da safra do Governo e que o que da mal ia acontecendo, devia-se certamente ao comportamento de alguns portugueses.

É como já todos nós tivéssemos esquecidos de algumas afirmações sem qualquer rigor científico e adesão à verdade do primeiro ministro, cujo único propósito só poderia ser o desviar as atenções do que ia correndo menos bem.

Dois exemplos claros é o Novo Banco e a TAP. No primeiro o PS critica o processo de resolução, sem nunca dizer o que faria de diferente. Não teria sido a nacionalização mais onerosa para os contribuintes? Para o PSD é importante esclarecer cabalmente se os ativos estão a ser bem vendidos e também se não existam riscos para a esfera publica conforme dito e repetido pelo primeiro ministro, por que motivo então é que o contrato incluía uma garantia?

Quanto à TAP, se a reduzirmos a uma companhia de bandeira, como a esquerda pretende, esta será certamente uma companhia de pequena dimensão e com enormes dificuldades de sobrevivência num mercado altamente concorrencial. No entanto a TAP é uma grande empresa, com um modelo de negócio assente na localização estratégica de Lisboa, fazendo a ligação entre o continente americano e a Europa, sem que muitos destes passageiros tenha como destino Portugal. Tendo como base este pensamento sobre a empresa o Sr. Ministro da Economia comparado numa intervenção recente no Parlamento a TAP a Autoeuropa. Não sei se com esta afirmação o Sr. Ministro está a admitir que o Governo dará um passo atrás e privatizará a TAP ou se em mais numa deriva de extrema esquerda, pretende o Governo Nacionalizar a Autoeuropa.

Será que no meia de tanta trapalhada, ninguém é responsável por nada?

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