PSD de Montemor-o-Velho acusa Câmara liderada pelo PS de governação “à vista”

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MONTEMOR

O PSD de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, acusou hoje o município local (PS) de governar “à vista”, sem estratégia e sem rumo, e de aumentar os gastos “supérfluos”, diminuindo as despesas de investimento e de obras.

Num balanço à governação do socialista Emílio Torrão, eleito em 2013, os sociais-democratas falam, em comunicado, de “um posicionamento político isento de estratégia e saber estar no quadro local, distrital e regional”.

Para o PSD de Montemor-o-Velho, o executivo que lidera a autarquia é constituído por um “‘staff’ político baralhado, oportunista e dirigido à leitura primária do dia-a-dia sem objetivos, qualificação e estratégia”.

Segundo referem, as receitas com o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), abastecimento de água, saneamento e resíduos sólidos urbanos aumentou dois milhões de euros entre 2013 e 2015, mas, “em contrapartida, as despesas de investimento e obras desapareceram”.

“Não se verificam investimentos novos e obras nem vê-las. Então para onde tem ido o acréscimo da receita”, questiona o PSD, considerando que os socialistas têm dirigido as suas opções para “gastos desnecessários”, com aquisição de “equipamentos em ‘segunda mão’, beneficiação do espaço municipal, comunicação, festas e aquisição de serviços e despesas com órgãos políticos (aumento de cerca de 33,8%)”.

Os sociais-democratas de Montemor-o-Velho recordam que “o anterior executivo do PSD/CDS-PP, no sentido de equilibrar as contas do município, preparou um Plano de reequilíbrio financeiro que foi aprovado a 07 de Março de 2013 e enviado ao Tribunal de Contas a 24 de setembro de 2013”.

“O atual executivo demorou dois anos a responder ao pedido de esclarecimento do Tribunal de Contas (TC), o que aconteceu apenas a 23 de setembro de 2015. Porquê?”, interrogam-se.

Para o PSD, “as decisões políticas tardias, provocadoras, incapazes e incompetentes, de acordo com o TC puseram tudo em causa”, porque uma nova legislação de 2014 alterou os condicionalismos jurídicos dos “saneamentos financeiros”.

One Comment

  1. Zé da Gândara says:

    Saúdo a actuação do PSD de Montemor-o-Velho materializada na divulgação destas situações que certamente, para os lados do actual "dito" executivo camarário, cairão no esquecimento ainda antes de serem respondidas.
    De facto, há algo que mesmo para quem não reside no concelho, é visível: a página corporativa oficial da CMMV e as notícias sabe-se lá como, ventiladas na dita comunicação social dita independente (mas que nem por isso prima por ser a melhor referência no panorama da comunicação social nacional, como seja aquele canal de TV cujo repórter andará por esta altura a pescar microfones), demonstram um completo alheamento da realidade e fazem-me recordar o Ministro da Propaganda de Saddam Hussein, o inenarrável e cómico incontinente Muhammad Saeed al-Sahhaf e revelam apenas e só uma coisa: show-off, basófias, whatever…
    Depois, é ainda a meu ver estranho, perante um flop de gestão, ainda haver quem se atreva a considerar que a gestão do antecessor foi "má gestão"…
    Ah… E "Gestão" à qual se possa chamar mesmo "Gestão" não se pode confundir com aquilo que muitos praticaram nos bastidores de um sistema que se diz ser um pilar de um Estado de Direito que anda feito num oito… Para se aprender Gestão, normalmente frequenta-se a nível de principiante, uma escola de Gestão ou de Economia e depois vai-se para o terreno, começando por baixo (e não logo para o poleiro à marajá) para se poder ganhar calo… Agradeço que me informem de um caso de alguém com reconhecidos méritos de Gestão continuados no tempo (um bom indicativo de tempo seria a permanência no cargo mais de uma década) que tenha sido catapultado à papo seco directamente para o topo da hierarquia de uma empresa ou organização…

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