Opinião – Pobreza, miséria e fome não pode ser o caminho

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RITA RATORita Rato

Vou escrever testemunhos reais de 3 famílias portuguesas. O João e o Tiago vivem com a mãe, a Maria. Viviam, aliás. Agora vivem os 3 na casa de uma tia-avó porque os 230 euros do Rendimento Social de Inserção (RSI) com que sobrevivem não chegam para pagar a renda. A Maria é doente oncológica com incapacidade superior a 65%, e os dois filhos têm também problemas de saúde. Mensalmente, a fatura na farmácia ultrapassa os 100 euros.

A Mariana e a Joana vivem com a mãe. O pai, desempregado há 2 dois anos foi obrigado a emigrar. A mãe, professora foi colocada a 134 km de casa, sendo obrigada a fazer 268 km por dia para não perder o emprego. Daqui resultam custos insuportáveis para esta família e a impossibilidade de acompanhamento e cuidado às filhas. Esta mãe não tem dinheiro para pagar o infantário da filha de 3 anos, e na rede pública não há vaga. Está desesperada.

O António tem 49 anos e está desempregado desde Fevereiro de 2012. A semana passada foi informado pela Segurança Social que passará a receber 511 euros, menos 32euros. Este corte resulta da aplicação da taxa de 6 % sobre o subsídio de desemprego, e já sabe que será obrigado a devolver 70 euros. O António é casado com a Rosa, doente oncológica, que recebe mensalmente 303 euros de pensão. A filha, estudante do ensino superior, candidatou-se a bolsa de estudo e aguarda desesperadamente a sua atribuição, para começar a pagar propinas.

Esta é a vida da Maria, do António, da Mariana e da Joana, será a vida dramática de milhares de famílias portuguesas.

Mas para este Governo ainda não chega. E com o Orçamento do Estado de 2014 defende mais desemprego, mais cortes nos salários, mais cortes nas prestações sociais, mais pobreza.

Para cumprir o Pacto de Agressão da Troika e a sua política de classe, este Governo desrespeita todos os dias a Constituição da República, e assim o faz porque tem um projeto político de empobrecimento em massa para concentrar a riqueza nos grupos económicos e na banca e para continuar a beneficiar o capital financeiro.

Este Governo PSD/CDS não quer combater a pobreza, é uma máquina de fazer pobres.

Basta de indignidade. Derrotemos este governo e esta política, por um país de progresso e justiça social.

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