22 de março: greve geral

Rita Rato

Greve Geral contra o empobrecimento e exploração, por uma vida melhor!

Ouvimos a toda a hora que “neste país aumenta tudo, só não aumentam os salários”.

Ouvimos todos os dias a notícia de que mais uma empresa fechou as portas, deixando os trabalhadores com salários em atraso.

Sabemos todos os dias que mais alguém foi atirado para o desemprego.

Ouvimos todos os dias que mais uma família entregou a casa ao banco, ou não consegue pagar ao senhorio a renda em atraso.

Vimos as pessoas a contar o dinheiro no supermercado e na farmácia.

Vimos as trabalhadoras de lancheira na mão para almoçar no emprego.

Vimos as pessoas esgotadas desta vida de correria entre casa, os transportes e o emprego, entre o tratar dos filhos e dos mais velhos.

Ouvimos mães e pais a dizer que o dinheiro não chega para pagar as propinas e o passe.

Ouvimos há mais de 10 meses falar no dinheiro emprestado da “Troika” que só tem chega aos ricos e poderosos, porque ao povo e aos trabalhadores só calha mais empobrecimento e exploração.

Ouvimos a toda a hora que “isto não se aguenta, não se sabe onde vai parar”, que é o roubo nos salários e pensões, aumento da luz, do gás, dos transportes, dos custos da saúde e da educação.

Nas televisões, rádios e jornais, representantes do PS, PSD, CDS e do patronato falam de “modernização e produtividade” mas na realidade querem impor o trabalho forçado e gratuito com a eliminação de feriados, redução de dias de férias e corte de dias de descanso obrigatório; impor 12 horas de trabalho por dia e 60 horas por semana, aumentar o horário de trabalho; facilitar e embaratecer os despedimentos, tornando toda a causa justa para despedir; cortar e negar o acesso ao subsídio de desemprego; destruir a contratação coletiva.

Isto é terrorismo social e um retrocesso civilizacional. Isto é destruir o país e infernizar a vida dos trabalhadores, dos desempregados, dos jovens, dos reformados, dos pequenos e médios empresários, ao mesmo tempo que para o BPN já atiraram mais de 5.000 milhões de euros.

Depois do 11 de Fevereiro, com o Terreiro do Paço transformado em Terreiro do Povo, a Greve Geral será um momento de luta para exigir uma vida melhor e um Portugal com futuro. Será um dia de greve para defender que todos os dias possam ser dias de direito ao trabalho, ao salário, a uma vida digna.

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