Opinião: Votos 2017. Colocar Coimbra no lugar a que tem direito!

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Hélder Rodrigues

1. Uma viagem pelo País à procura de Coimbra

Durante o ano que agora findou, viajei pelo País. Queria falar aos portugueses e debater com eles a importância de Coimbra no panorama nacional. Se sabiam porque é que somos Património da Unesco. Se sabiam que a Universidade de Coimbra tem várias áreas de excelência, nomeadamente na Saúde, no Direito, nas Engenharias, nas Tecnologias. Se conheciam as características invulgares desta cidade de rosto humano, onde as amizades e os afectos permanecem toda a vida.
Mas também dos pontos fracos, dos bloqueios e dificuldades para ocupar “o lugar a que tem direito no panorama nacional e internacional”!

Percorri o litoral, de Braga a Lisboa, o interior, de Viseu a Albufeira. Estive em sete concelhos do Distrito de Coimbra, de Cantanhede à Pampilhosa da Serra. Estive em auditórios modernos, em juntas freguesia genuínas, em bibliotecas municipais bem equipadas, em casas museu cuidadas, em restaurantes animados, com gente ilustre, acompanhado pelo fado de Coimbra, ou por música regional vibrante.

Encontrei muitos amigos, antigos estudantes de Coimbra, outros que mal sabem onde fica Coimbra. Falei com professores, de Universidades que a Universidade de Coimbra ajudou a criar. Com pessoas das mais variadas sensibilidades, classes e profissões, todos com muito para desabafar. Hoje, tenho uma perspectiva mais completa daquilo que o país e os portugueses pensam sobre Coimbra, e quero partilhá-la convosco, caros leitores das Beiras, apesar desta viagem por Portugal nem ainda ir a meio!

2. Coimbra está na alma e no coração dos portugueses

A constatação principal é a de que Coimbra tem uma imagem e uma marca fortíssimas de Norte a Sul de Portugal. Não por motivos gastronómicos, de turismo de praia, de montanha, ou outros motivos que as máquinas da comunicação especializada, bem oleadas, fabricam todos os dias!

Os motivos de Coimbra são mais fortes e íntimos porque são de ordem cultural, humana e afectiva, e isso coloca Coimbra num plano do imaginário muito especial, superior e eterno! Numa frase, “Coimbra está na alma de Portugal e no coração dos portugueses”!

Será que aqueles que têm o destino de Coimbra nas mãos, a nível local ou central, estão conscientes desta enorme mais valia? Como a estão aproveitar, para corresponder àquilo que o País dela quer, espera e deseja?

3. Lutar para colocar Coimbra no lugar a que tem direito

E no entanto muitas pessoas que encontrei reconhecem, com tristeza, que a Coimbra de todos nós tem vindo a perder algum do fulgor, do protagonismo, da capacidade de intervenção que fizeram dela a pedra chave política, cultural e social da vida portuguesa ao longo dos séculos.

Ao pedir-lhes para formulassem Votos 2017 para Coimbra, a resposta foi imediata: “Lutar para colocar Coimbra no lugar a que tem direito”!

E apontaram as quatro áreas onde essa luta tem que começar de imediato: A Universidade (incluindo os estabelecimentos de Ensino Superior); Os poderes locais (a nível político, económico, cultural e social); A população de Coimbra em geral (responsável pela dinâmica da cidade); A diáspora de Coimbra (espalhada pela Região, pelo País, pelo Mundo).

É imperioso que estas quatro áreas estejam “à altura das circunstâncias”! Se existirem lideranças fortes que consigam um trabalho concertado entre elas, dentro de 5-10 anos, teremos uma Coimbra melhor e mais feliz!

47 Comments

  1. Poortugues says:

    Coimbra não é o grande centro que os pseudo intelectuais cá do burgo querem pensar que é. Coimbra é uma cidade banal, igual a tantas outras pelo país fora, que tem na Universidade e nos seus estudantes o único factor diferencial das restantes.

    • Coimbra é igual a tantas outras? Depende. Se vive em Coimbra, troque-a por Viseu ou pela Guarda, por exemplo, e talvez veja a diferença que lhe faz não ter uma Universidade de boa dimensão, várias outras escolas superiores, um excelente Conservatório , um grande Hospital público e outros centros clínicos de excelência, uma vida urbana diversificada, livrarias, grandes bibliotecas, excelentes espaços verdes, uma muito razoável rede de transportes públicos, um comércio muito diversificado, com várias grandes superfícies e comércio tradicional, um Património Mundial, com excelentes museus, várias salas de espectáculo, com teatro, música, etc, etc, etc.
      Se não precisa de nada disto, serve-lhe perfeitamente Fornos de Algodres (sem desprimor nenhum por esta vila saudável e pacata).

      • Poortugues says:

        Que espaços verdes é que Coimbra tem que Leiria, Viseu ou Aveiro (para citar as mais próximas) não têm?

        Transportes públicos? Meia hora à espera para depois virem dois seguidos. E percursos muito radiais, sem circulares que garantam fácil interligação.

        Que superficies comerciais tem de diferente para as cidades já referidas acima?

        E podia ir quase ponto por ponto perguntar o que tem de diferente Coimbra para as restantes cidades.

        E atenção, não digo que tudo seja mau. Mas não é diferente das restantes, é banal na medida em que é igual às outras.

        • Quer mesmo fazer uma análise comparativa, ponto por ponto, dos items que indiquei? Mas não vale ficar a meio.
          Espaços verdes: número de parques e jardins e dimensão, comparados com Viseu, Aveiro e Guarda (por ex.)
          Transportes públicos: número e frequência. Se se queixa, como é em Aveiro, Leiria, Viseu ou Guarda?
          Superfícies comerciais: número e dimensão. Sabia que se encontra muita gente de outras cidades das beiras sobretudo no Fórum?
          Vamos também aos restantes items: sabia que muita gente da região centro, incluindo cidades, vem tratar da saúde a Coimbra (no público e privado) e que muita gente vem dos mesmos sítios para se educar, seja em escolas públicas, seja em privadas?
          Quantos centros culturais, museus, etc, tem Aveiro ou Viseu, comparado com Coimbra, e qual o valor patrimonial comparado? E número de espetáculos anuais, teatro, música, etc? Diga-me números, valor, nomes, etc, e vamos comparar.
          Quantas livrarias e bibliotetas têm Aveiro, Viseu ou a Guarda e qual a sua dimensão?

          • Poortugues says:

            Não vou continuar a discussão por dois motivos. Primeiro, não percebeu que eu não disse que as outras eram melhores. Não são é piores. E continua a atirar generalidades para o ar. Em específico faltou no Forum. Em Viseu ou Aveiro também existem e com conceito melhor que o de Coimbra. Tal como em Coimbra tem outros, também em Viseu ou Aveiro os tem. Já que estamos nos centros comerciais, quantos de Coimbra é que têm pista de gelo?

            Perceba só que Coimbra não é, nem deve ser por decreto, uma cidade assim tão importante. Se reler o texto vai ver que é dito que Coimbra está no coração dos que cá estudaram mas não diz nada aos restantes. A universidade é que dita a única grande diferença.

            Mas continua a ser uma cidade agradável para se viver.

          • Não atirei generalidades para o ar. Pelo contrário, falei de cada um dos items, ponto por ponto e desafiei-o a comparar. Cada um deles. Continuo à espera, mas desconfio que vai continuar com as generalidades. Quer responder ao meu comentário anterior, ou não está interessado?

        • Henrique Costa says:

          Das duas uma ou não conheces Coimbra ou Leiria, Viseu e Aveiro. Alguma vez visitaste o Jardim Botânico? Queres comparar os SMTUC com a anedota de transportes públicos de Aveiro? Há transportes públicos em Viseu e Leiria? Talvez com um bocado de boa vontade… e não é que as pessoas de lá não mereçam mas… O Fórum de Coimbra é a maior superfície comercial da zona centro, sem dúvida. Em termos de artes acho que não vale a pena dar porrada no ceguinho. Enfim dizer que Coimbra, que já foi capital de Portugal é uma cidade banal diz tudo sobre a tua capacidade de observação! Mais um invejoso das cidades periféricas de Coimbra…

          • Zé da Gândara says:

            Este HC na defesa da sua dama (a majestática e decrépita Coimbra Cidade dos Doutores e do Conhecimento), conhecido por criticar abundantemente tudo o que cheira a Estado, em desespero de causa até já canta odes aos públicos e de gestão pública SMTUC… E depois ainda vem falar do Fórum de Coimbra (como se o Fórum de Coimbra fosse um elemento de civilização que devesse ser ministrado compulsoriamente a cada Beirão à imagem do que era anunciado através dos microfones da Rádio Europa Livre (que até tinha retransmissores em Portugal – a RARET) aos cidadãos da Europa de Leste antes da queda do Muro de Berlim sobre os hamburguers, coca-cola e jeans, então proibidos pelos regimes alinhados com Moscovo)… Citar o exemplo de um local onde se gasta dinheiro a crédito em bugigangas made in PRC não é propriamente um exemplo que mereça destaque pelo que mais valorizaria que fossem citados exemplos de locais onde se produz riqueza que permite a sua redistribuição na comunidade… Coisa que em Coimbra não existe… Não fosse CHUC (o maior empregador do distrito) e o negócio do arrendamento (quantas vezes não declarado) dos quartos a pirralhos que vêm de fora para Coimbra estudar (em alguns casos vêm para cursos que ainda estão parados no Neolítico), Coimbra era um deserto… Mas isto sou eu a dizer, logo eu que na perspectiva do Sr. HC sou esquerdalha, comuna, bloquista e todas as coisas afins degeneradas destas doenças da esquerda…
            Se queres medir pilas (neste vaso, comparar cidades), ao menos arranja uma digna de ser considerada como tal…

          • Henrique Costa says:

            Bem, se não és esquerdalha não percebo porque atacas tanto o consumismo que aliás é um dos pilares de crescimento esperado pela geringonça e porque conheces tão bem a cartilha da propaganda comunista do tempo da guerra fria! Sobre os SMTUC são muito mal geridos pela CMC, já deveriam ter sido concessionados há muito tempo mas têm dimensão! E têm-no pela visão de algumas pessoas de Coimbra, sim de vez em quando aparecem umas e porque é sustentado pelas pessoas de Coimbra. Lá na tua terra têm de andar de burro e porque é subsidiado pela PAC…

          • Zé da Gândara says:

            Quer dizer que trabalhas na minha terra, não é isso que queres dizer? Gostas da palha da Gândara, é isso?

            Olha, na minha terra é certo que existem burros mas se bem reparares, muitos até migraram de Coimbra para cá (conheço um caso de um caloteiro de Coimbra que veio para cá a fugir da fome amarela, ainda armado em espertalhão e superior – tique de todos os copinhos de leite de Coimbra – para, fazendo jus à origem, fazer o que de melhor sabe: calotes)… É esta a vossa especialidade em Coimbra actualmente? A Cidade da Ciência, do Conhecimento e dos Doutores já não dá para todos os que daí são, ao ponto de estes para comer um reles prato de lentilhas ao fim do mês terem de vir para a Gândara comer o que muitos Gandarezes cospem para fora do prato? É esta a pujança económica de Coimbra que apenas tu consegues ver e que tanto defendes?

            Fica lá com o Fórum de Coimbra para tua diversão porque sinceramente, é coisa que não me faz falta nem para limpar o rabo quando vou à casa de banho…

          • Henrique Costa says:

            Zé, não deverias ter um sentido de inferioridade tão grande, o facto de não teres crescido numa grande cidade não te faz mais pequeno. Já o que pensas… Por exemplo, a gente por aqui não come palha, por isso deixo a da Gândara para ti que pareces já conhecer bem… Há miséria sim, pagamos muitos impostos para subsidiar as Gândaras… olhamos mais por vocês do que por nós e como paga espetam-nos facas nas costas… mas somos bons cristãos!

          • Zé da Gândara says:

            Sentido de inferioridade, eu? Mais pequeno? WTF? Tens tomado os comprimidos?

            Em minha casa ninguém come palha e mais uma vez tu, pelo manancial de saber que evidencias em relação ao assunto, estarás mais familiarizado com assuntos de palha do que eu, pelo que não sei se em verdade poderás dizer o mesmo…

            E só um aparte… Tu vives na pequenez de Coimbra e olhas para Coimbra como se Coimbra fosse o "Farol de Alexandria"… Coimbra é uma pequena cidade à escala Europeia e para tua informação já vivi numa cidade com mais habitantes do que o Puto Tuga (rectângulo + ilhas)… Ah… E certamente que já fiz mais milhas por este mundo fora do que tu, daí que me pareça que a haver pequenez, não será do meu lado…

          • Zé da Gândara says:

            Norberto Pires faz por esta altura aqui no Beiras Times alguns considerandos a respeito de Coimbra…
            http://www.asbeiras.pt/2017/01/opiniao-coimbra-ta

            Há uns comentários interessantes a essas considerações do Norberto Pires… Comentários esses que não são meus…

            Não sendo o Norberto Pires alguém que vê a excelência em Coimbra que tu vês e da qual te vanglorias, não será o Norberto Pires alguém que deve ser "combatido" por ti numa Cruzada contra os Infiéis a Coimbra?

            Eu até já tinha citado aqui num comentário a uma outra pseudo-notícia o referido estudo da contribuição de cada município para as exportações nacionais… Dizes tu que pagas muitos impostos para subsidiar os habitantes da Gândara mas olha que este estudo, conforme refere o Norberto Pires, diz que a pujança económica em concelhos "das Gândaras" (como tu te referes à Gândara), como sejam Vagos, Cantanhede e Figueira da Foz é superior à de Coimbra… Bom… Pelo menos por lá há empresas a trabalhar, a exportar, a criar riqueza e a distribuí-la à sua maneira… E normalmente, essas empresas, apesar dos conhecidos expedientes contabilísticos e de planeamento fiscal agressivo, se não mesmo, elisão fiscal tão comuns e tão em voga no nosso mundo actual, até pagarão alguns impostos nesses concelhos e outros que incidem sobre o lucro que reverterão para o Estado Central que depois canaliza o produto desses impostos para onde bem entende… Será que és mesmo tu e os copinhos de leite teus amigos que subsidiam os Gandarêzes?
            Ah… Já me esquecia de te perguntar uma coisa… Sendo tu tão demolidor para com o distrito de Aveiro, o que opinas do facto de tantos residentes na magestática Coimbra terem de rumar para cidades como Águeda para trabalharem na indústria algo obsoleta que aí existe? É que não é um caso nem são dois… Casos desses são aos molhos e até conheço casos de meninos e meninas bem de Coimbra que foram para esses meios tão rústicos espalhar perfume e charme, que mesmo assim daí já foram cuspidos / cuspidas e que tiveram de rumar a paragens como Lourosa (ainda no distrito de Aveiro) e Maia (já no distrito do Porto)… Se há alguém que é pobre e mal agradecido, sois vós que julgais que tendes o rei na barriga e que por onde quer que passem, rapidamente acabam por ser topados e corridos porque cuspis no pratos onde comeis…

  2. Existe arrendamento a estudantes porque eles optam por vir para Coimbra, talvez porque não tenham os cursos nas suas terras ou porque, mesmo tendo, prefiram os do Neolítico. Quanto ao CHUC, é o maior empregador e proporciona cuidados de saúde de especialidades que não existem nos distritos supra mencionados, como por exemplo as do foro oncológico que têm doentes que, infelizmente, fazem centenas de km para tratamentos tanto no CHUC como no IPO.

    • Zé da Gândara says:

      Pois… Nem todas as pessoas primam propriamente pela inteligência e por via disso, sempre via havendo quem se vá tirando proveito desse facto e portanto, se vá safando com práticas da economia paralela (como a evasão fiscal) que hoje em dia são tão louvadas cá no burgo porque ser "liberal" é conseguir não pagar impostos nem que seja por via da evasão fiscal…

      Ah… E muitos desses ditos "estudantes", normalmente caiem na realidade ao sofrerem o primeiro embate com o mercado de trabalho…

      Talvez a Universidade da Beira Interior, com a excelência que lhe vem sendo reconhecida e que a tem catapultado para patamares onde algumas já não chegam em algumas áreas (não me pronuncio em particular sobre a área da Sáude) possa resolver num futuro próximo o problema de quem de facto tem de vir em peregrinação da Guarda ou de Viseu por caminhos sinuosos para obter os necessários cuidados de saúde… Será seguramente uma machadada importante na Bolonha tuga…

      • A evasão fiscal é não só falta de visão como crime.

        Os estudantes sempre caíram na realidade com o mercado de trabalho. as realidades têm mudado, mas alegra-me ver que cada vez mais estudantes começam a trabalhar ainda enquanto estudantes.
        A UBI é uma excelente instituição com provas dadas sendo a UC o principal manancial de professores que, vá-se lá saber porquê, alguns almejam uma vaga para regressar à Alma Mater.
        Faço votos para que brevemente todos os distritos tenham igual acesso aos mesmos cuidados de saúde. Se isso acontecer, que se lixe lá a machadada na Bolonha…
        http://www.asbeiras.pt/2017/01/universidade-de-cohttp://www.asbeiras.pt/2017/01/coimbra-colocou-po

        Por acaso encontrei isto hoje no "Beiras Time", como gosta de lhe chamar. Penso que tem mais a ver com o texto que se está a discutir.

        • Zé da Gândara says:

          Esquece-se sua excelência da quantidade de professores estrangeiros que leccionam na UBI… Serão eles também obra e criação da UC?

          Temos pelos vistos o top do top em matéria de saúde em Portugal (com direito até a distinções como aquela a que faz referência) mas sendo nós assim tão bons, não lhe causa estranheza o facto de serem os Chineses da FOSUN e os Brasileiros da AMIL a abocanhar o negócio privado da saúde colocado no mercado devido à venda da área de seguros do grupo CGD e à derrocada do BES/GES?

          Por outro lado, tanto quanto julgo saber (em termos gerais), cá por Portugal (e sobretudo no SNS que é onde são formados os futuros médicos) aplicam-se técnicas que já estarão estandardizadas e comprovadas, daí que perante muitas doenças raras ou situações clínicas mais complexas, muitos são os doentes Portugueses que se vêem forçados a recorrer a terapias em países como Cuba, México, Estados Unidos e afins para tentarem tratamentos inovadores que não são ministrados em qualquer sítio que seja em Portugal? Ah… Os Hospitales Angeles do México também concorreram à compra de um dos negócios privados de saúde acima referidos… Não lhe parecerá que viriam para cá com o intuito de ensinar algo?

        • Zé da Gândara says:

          O facto de segundo o senhor, muitos dos professores da UC leccionarem na UBI, levantará a dúvida se será um selo de qualidade absoluto… Sabe, eu frequentei uma Universidade que nessa altura tinha lá alguns professores enfornados na Universidade de Coimbra e não só na altura lhes não reconheci qualidades ímpares de pedagogos (o professor, acima de tudo deve ser um pedagogo e nunca um demagogo) como de resto, chegado ao mundo do trabalho, concluí que muito do que houvera sido veiculado por esses senhores já estava no século passado… O denominador comum a todos era uma arrogância atroz que além de mau exemplo para miúdos (que era o que éramos no fundo), também não abonava nada a favor dos mesmos….

          E quanto aos seus considerandos sobre evasão fiscal, tendo em conta que não alugo quartos, não percebo o porquê de atirar – a meu ver visando atingir-me – para o ar a atoarda que atirou…

      • num "futuro próximo"? É já para amanhã.

        • Zé da Gândara says:

          Bom… O caminho faz-se caminhando e quando há quem continue a caminhar enquanto que outros continuam na indigência intelectual, será uma questão de tempo até o próprio tempo fazer justiça a quem continua a caminhar… Daí que o seu comentário em tom jocoso e sobranceiro seja apenas e só a manifestação daquilo que há muito critico nos Coimbrinhas afectados por um bairrismo provinciano e por um chauvinismo bacoco que certamente até a Nicolas Chauvin causaria asco e repugnância… É que contrariamente ao que é dito no artigo a respeito das engenharias ministradas em Coimbra, há quem tenha conhecimento de causa profundo – não estou a dizer que sou eu naturalmente – que muitas há que pararam nos tempos da segunda revolução industrial e nós nos tempos que correm, pelos vistos, estamos em plena quarta revolução industrial… Que se seja cego, tudo bem… Mas ter a pretensão de querer fazer dos outros cegos e passar o sol com a peneira, muito obrigado mas vá pregar para outra freguesia porque aqui não será bem sucedido com os seus truques baratos de ilusionismo…

  3. Estou espantado como a malta fica ofendida por se falar "mal" de Coimbra. Coimbra do meu ponto de vista, é uma cidade que vive à sombra da Universidade e dos Hospitais. Não fossem estas duas infraestruturas e em vez de ser igual a tantas outras cidades, era muito pior. Veja-se Coimbra no verão a morrer de tédio.

    Discutir que Coimbra tem o Forum, é coisa que não entendo. Mas agora o valor de uma localidade está no maior shopping??

    Que empresas tem Coimbra? Qual o incentivo a ter? Qual a aposta? Neste sentido, é uma aldeia! E em termos políticos uma cambada de interesseiros que só olham para o bolso deles em vez de fazerem algo pela cidade!

    P.S.: Nascido em Coimbra, vivi em Coimbra muitos anos, estudei e trabalho em Coimbra.

  4. "Discutir que Coimbra tem o Forum, é coisa que não entendo. Mas agora o valor de uma localidade está no maior shopping??"

    Carlos, não faça de conta que a única discussão aqui é o Forum, só porque lhe dá jeito. O comércio é apenas um exemplo e até é o menos importante.
    E o que é isso de viver "à sombra" da universidade e dos hospitais? Quer dizer que o ensino superior e a saúde não são importantes? É a primeira vez que leio uma coisa dessas. As suas prioridades são estranhas. A verdade é que Coimbra é um pólo para toda a região centro, não só na saúde (milhares afluem aqui diariamente, e não só para o CHUC, mas para várias outras unidades, incluindo privadas), como no ensino, e não é só a Universidade. Faz-lhe impressão que os de Coimbra defendam que a qualidade de vida, em tudo, é melhor em Coimbra do que nas outras cidades da região centro? Paciência. Quer também falar do património cultural, espetáculos, etc? Não me parece. Uma coisa engraçada é malta de Viseu e Aveiro, etc, falarem de transportes públicos. Dá vontade de rir.
    Coimbra é uma aldeia em termos empresariais? Quer que lhe referencie empresas com investigação de ponta, seja na tecnologia, seja na saúde, mesmo com projecção internacional? Não acredito sequer que viva em Coimbra.

    • Zé da Gândara says:

      Queira desculpar-me a intromissão no seu douto discurso… Ora debite lá para os ignaros aqui do burgo a designação social dessas empresas e junte-lhe se faz favor o volume de facturação, dimensão do quadro de pessoal e outros dados que tenha por pertinentes…

      • Tem a Critical Software, a Bluepharma, a Wit, Isa, etc, e várias outras, com investigação de ponta, contratos internacionais, patentes valiosas e tem também as que todos os anos saem do IPN, a melhor incubadora de empresas do país. Mesmo as que aqui não se fixam, vão alimentar outros concelhos pelo país. Coimbra não tem tantas indústrias como Águeda? Pois não. Nem, se calhar, tem tanto trabalhadores de indústria como Alhandra. Mas tem muito melhor qualidade de vida do que Águeda e Alhandra. A ideia que dá é que uma cidade só é boa se tiver grandes fábricas de metalomecânica ou de móveis. Não têm outros critérios para avaliar a qualidade de vida de uma cidade? Ou já é demasiado “douto” falar noutras coisas, como saúde, cultura, infraestruturas, investigação, poder de compra, etc, etc,?

        • Zé da Gândara says:

          O modelo de produção baseado na mão-de-obra intensiva (a metalomecânica ligeira e o mobiliário metálico a que me parece que se refere no seu douto comentário) não é propriamente aquele no qual por cá se deveria apostar (seja em Coimbra, seja em qualquer outro concelho do país, isto porque nesse domínio temos concorrência feroz de países como a China e a Índia que são e serão sempre muito mais competitivos que nós em virtude do dumping social, ambiental, laboral e afins inerentes a essas geografias contra os quais jamais poderemos lutar de igual para igual… Pese o facto de por cá (puto tuga) haver quem seja saudosista e apologista desse virtuoso modelo, nomeadamente os jihadistas do governo da última legislatura que tudo fizeram para baixar custos do trabalho para, à moda do Trump, quererem fazer florescer esses sectores já há muito ultrapassados (o têxtil ainda é mais exemplificativo disso mesmo)…
          Daí que para podermos aspirar acompanhar o primeiro mundo, nunca deverão ser esses sectores as nossas prioridades (coisa que por cá muita gente ainda não percebeu, nomeadamente os novos apparatchicks das Jotas que andam por aí a salivar e a ter orgasmos colectivos cada vez que se consegue desregular o mercado de trabalho de forma a alimentar este modelo económico à Chinesa)… Há indústrias de ponta (olhe a aeronáutica e aeroespacial, por exemplo) nas quais Portugal ainda pouco ou nada faz… E à beira dessas indústrias poder-se-ia desenvolver um cluster de forma a potenciar o aparecimento de fornecedores nacionais e por conseguinte, aí sim, criar e distribuir efectivamente riqueza, diversificando desta forma a economia regional e nacional… É isto que faz falta a Coimbra (os exemplos que citou são meritórios mas representam muito pouco no peso da economia local) e ao país…
          E para rematar o seu comentário… Conhece sua senhoria o que se faz por exemplo, no Hospital de São João no Porto ao nível de saúde? E compara sua senhoria o Metro do Porto com a infraestrutura de Metro de Superfície que existe em termos de conceito virtual em Coimbra? E repare que nem só no Porto em em Lisboa existe metro… Mirandela também tem e é bastante menor em dimensão que Coimbra… Será Coimbra monopolista a nível nacional em matérias como saúde, cultura (infraestruturas até já vimos que não 🙂 ), investigação e poder de compra? Parafraseando Álvaro Cunhal, diria "Olhe que não, olhe que não!" 🙂

        • Caro Pedro,

          Não brinque comigo. Conheço bem a área que está a falar e essas empresas. Acha que esse número de empresas que cita são satisfatórias para uma cidade da dimensão de Coimbra? E sabe o motivo pelo qual essas empresas ainda estão em Coimbra? Só porque os donos são de cá e não quiseram sair!!!

          Qual o incentivo que tiveram? Sabe o quanto é dificil em Coimbra adquirir um espaço para instalar uma empresa? Sabe os problemas que são colocados pela Câmara Municipal de Coimbra? Os envelopes que são pedidos descaradamente para facilitar o processo? Tem a mínima noção de como funciona ou está a debitar informação que qualquer um sabe? Sabe o quanto esse "universo" de empresas é pequeno para os jovens qualificados que residem em Coimbra (já para não falar nos que estudam cá).

          Sabe que essas empresas tinham pactos de "não agressão" por forma a não aumentarem os salários médios dos trabalhadores? SIM!! Coimbra continua a ser uma aldeia que todos os doutores se conhecem!!

          Veja o iParque? Às moscas!!

          Quando digo, que vivem à sombra da Universidade e Hospitais, não estou a tirar importância. Antes pelo contrário. Estou a dizer que os políticos actuais (que nada têm a haver com Coimbra ter hospitais e universidade), pois já herdaram estas infraestruturas, nada fazem pela cidade e dormem à sombra da bananeira tendo em conta esses dois estandartes da cidade. Não fossem essas infraestruturas e coitidinha de Coimbra!!

          • Zé da Gândara says:

            Eu não queria ir tão longe nos meus comentários mas louvo-lhe a sua frontalidade… Afinal ainda há alguém que não padeça de cegueira bairrista!

          • Carlos, está recordado que a discussão começou para mim porque alguém disse que Coimbra era uma cidade banal igual a tantas outras? É só isso. Eu nunca disse que Coimbra não tinha defeitos. Isso é chover no molhado. Mas, dê as cambalhotas que der, é uma cidade muito melhor para viver do que qualquer outra cidade da região centro, e não só. Essa de "Não fossem essas infraestruturas e coitidinha de Coimbra!!" é para rir. Se a minha avó tivesse duas rodas, era uma bicicleta.

          • Zé da Gândara says:

            Nos finais do Império Romano (antes da cisão em dois – Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente e queda do Império Romano do Ocidente) adoptou-se a política do panem et circenses, que se traduziu em fomento da ociosidade, aumento de impostos para quem trabalhava e destruição do aparelho produtivo (onde é que terá sido que me parece que terá ocorrido novamente isto?)… A coisa foi tão longe que cedo deixou de existir panem (pão) e o Império Romano do Ocidente, enfraquecido, colapsou à mão dos povos bárbaros (Hunos) que invadiram Roma enquanto os Senadores da República Romana discutiam assuntos de extrema importância para o povo Romano e do Império: o sexo dos anjos…

            A sensação que dá quando se ouve quem se esgrime em defesa da putativa qualidade de vida alegadamente existente em Coimbra é que termos recuado a esses tempos, esquecendo quem se presta a esse espectáculo que apenas haverá pão e circo enquanto houver quem o pague e que gastar o dinheiro dos outros é fácil, já não sendo propriamente assim tão fácil ganhá-lo… E o fim da história, apesar de já se poder antecipar (a história é cíclica e predictível no futuro a partir do passado) ainda é negado quando nos aproximamos a velocidade de cruzeiro contra a parede…

          • pão e circo? eu pago o meu pão e quando vou ao circo pago o bilhete. Eu não faço ideia de quem você seja ou o que faz. Fico com a impressão que é um tipo muito revoltado e amargo com Coimbra, ainda não entendi porquê. Acalme-se lá, homem, e o que quer que lhe tenha acontecido em Coimbra tente ultrapassar da melhor maneira.

            p.s. A célebre discussão do "sexo dos anjos" foi em Bizâncio, não em Roma.

          • Zé da Gândara says:

            Revoltado e amargo com Coimbra, eu? Diria que apenas sou um nadinha realista e factual… Por acaso aquilo que digo sobre Coimbra é de todo descabido?

      • Já agora, eu entendo que alguém defenda a sua cidade, é natural, mas ainda não entendi o seu esforço para menorizar Coimbra. Isso é algum complexo que tem? Ou alguma coisa cá lhe correu mal? Agora embirrou com a facturação nas empresas? LOL. Olhe que por esse critério, até Sines é uma cidade mais extraordinária do que Lisboa😊 E então, até os hospitais de Coimbra são de segunda linha, ena pá. Sabe o que tem sido feito, por exemplo, ao nível dos transplantes e na cardiologia? Sabe que é um hospital elogiado por profissionais estrangeiros, devido sobretudo à alta qualificação técnica e treino dos seus médicos?

        • Zé da Gândara says:

          O que é certo é que ainda há quem tenha cartão de cidadão tuga que para se tratar quando adoece tem de ir para fora… Olhe na área da Oncologia, apanhe um dia um avião de Lisboa para Pamplona e verá a quantidade de doentes oncológicos com cartão de cidadão nacional a rumarem em peregrinação a Pamplona para tratamentos na Clínica Universidad de Navarra… Na sua óptica não deveria Coimbra nas suas diversas unidades de saúde públicas e provadas dar resposta a tudo e mais alguma coisa que por cá fosse surgindo, em virtude de ser uma espécie de Mega-Health Valley cá do burgo? Já nem falo em que se sujeita a ir a Cuba, aos States ou até mesmo ao México (país que eu nem considero propriamente do primeiro mundo e que até conheço um pouco) para receber tratamentos inovadores em áreas como a paralisia cerebral ou oftalmologia (nunca se apercebeu de uma qualquer campanha de crowdfunding para custear deslocações e tratamentos de doentes Portugueses a um desses destinos?)… Criticar sendo realista é um exercício perfeitamente natural e quem reage com azedume a uma crítica que tende a colocar no devido sítio as duas coisas, cá na minha terra denomina-se de pessoa tendenciosa e chauvinista…

  5. GPS dos Foleiros says:

    Enfim..afinal ficamos a saber da existencia dum Silicon.Valey ao centro…alguém das estatisticas anda distraido,e afinal a chaminés não fumegam,mas há produção..fica o reparo..

  6. foleiro de coselhas says:

    Afinal na periferia das gandaras temos um silicone-valey desconhecido das estatistica.Sempre a enterrarar os mesmos….

    • Zé da Gândara says:

      O que é certo é que há petizes e menos petizes de Coimbra a virem trabalhar para a periferia das Gândaras… É um sinal inequívoco da pujança económica de Coimbra… E ainda por cima, conforme se vê, cospem no prato onde comem 🙂 Ou será que vêm para aqui apenas civilizar os autóctones e espalhar perfume e charme?

  7. Quem é que falou em Silicon Valey? Eu apenas referi empresas importantes de Coimbra. Que isso vos cause urticária, é problema vosso. Acho piada ao modo como escolhem cuidadosamente aquilo onde acham que têm razão. Ainda não entenderam que o que faz uma boa cidade é um conjunto de factores, sendo que a facturação das empresas privadas é apenas um. Volto a dizer que Águeda, por exemplo, tem mais empresas industriais do que Coimbra e ninguém diz que Águeda tem maior qualidade de vida ou é mais importante do que Coimbra. Entendem isto, ou não?
    Zé da Gandara, quer falar do movimento pendular do trânsito de Coimbra, de manhã e ao fim da tarde? Não me parece. Você é gandarês? Eu tenho todas as minhas raízes familiares em Febres e Vilamar, com muito orgulho. Não tenho é os seus complexos.
    Por falar em cuspir no prato que comem, expressão sua, deve saber que o Biocant foi formado pela Câmara de Cantanhede e pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, que constituiu a sua base científica, ou que os dirigentes e muitos investigadores da Crioestaminal (só um exemplo) foram formados na Univ. Coimbra. Como já ali em cima deita abaixo as qualificações da UC, achei que lhe interessasse saber disso.

    • Zé da Gândara says:

      Complexo de inferioridade, eu? Será que o senhor se enxerga bem? Sou Gandarêz de gema e por lá fui criado e sempre convivi muito bem com isso… Já com a atitude militante de escárnio dos copinhos de leite que acham que a Gândara está pejada de mentecaptos, retardados e atrasados e que quando vêm à Gândara é para civilizar os autóctones, certamente nunca convivi lá muito bem e a atestá-lo está o facto de ter convivido em muitas ocasiões com espécimes de Coimbra e até durante largos períodos e nunca ter propriamente alguma vez considerado algum desses espécimes como "amigo"…

      Quanto ao movimento pendular do trânsito, sim é verdade, existe, logo é um facto… Para quem diz mal do que há em Águeda (e de que eu não sou particularmente adepto ou simpatizante devido ao anacronismo subjacente), o que é certo é Coimbra não gera postos de trabalho per si para todos os residentes, o que leva os mesmos residentes a terem de se fazer à vida profissionais para locais dos quais desdenham, como a Gândara, Anadia, Águeda ou até mesmo Aveiro… É que mesmo sendo Águeda, Anadia e a Gândara o que são, é para lá que vocês rumam como condenados nas galés…

      Quanto ao Biocant, parece que está a defender a sua dama mesmo antes de alguém a ter atacado… Porventura trabalhará lá e será mais um dos que engrossam o movimento pendular do trânsito para fora e dentro de Coimbra?

  8. Você está confuso. Quem é que disse aqui mal de Águeda ou dos gandareses? Anda complexado? Quanto ao movimento do trânsito, pode espernear à vontade, mas o facto é que entra muito mais gente em Coimbra, do que sai, seja da Gândara, seja de outras zonas limitrofes, incluindo dos distritos de Aveiro e Viseu, para trabalhar, estudar, tratar-se, etc. Custa-lhe? Paciência.
    Quanto ao Biocant, tem a ver com a falta de qualidade da UC, de que você falava.
    Eu tenho familia e amigos na Gândara e sei que esse azedume e complexo não é comum por lá. Duvido que seja gandarês.

    • Zé da Gândara says:

      Ouça lá… Vossemecê ainda é da família do Muhammad Saeed al-Sahhaf, o ministro da propaganda do Saddam Hussein? Olhe que se não é, parece… Mas olhe… Mesmo que seja, tenho-lhe a dizer que não é lá muito convincente como contador de histórias… Se quiser ser intelectualmente honesto, explique aqui ao autóctone da Gândara (que o senhor diz não ser de lá e ser complexado – sem pelos vistos se olhar ao espelho antes de me dizer isto) o que é que explica o facto de o círculo eleitoral de Coimbra ter perdido um assento parlamentar há uns tempos atrás? É que as pessoas – mesmo as mais iletradas – não são ignorantes e tendem a rumar para os destinos onde a abundância e o progresso económico se verificam… Quando assim não é, ocorre aquilo que os especialistas qualificam como declínio demográfico que no caso vertente conduz a situações como aquela que relatei… Ou também tem algum argumento fabricado em laboratório para explicar de forma tendenciosa aquilo que acabei de enunciar?

      • Zé da Gândara, como é que isto chegou a este ponto? Acha que tenho algum problema em dizer que Coimbra perdeu população? Ou influência económica? E vêm-me com Silicon Valey e é o hospital de Navarra… mas em algum momento eu disse que Coimbra é uma cidade perfeita, ou que não falta aqui nada? O que eu tenho estado o tempo todo a dizer é que Coimbra tem uma qualidade de vida superior a outras cidades da região centro, seja a nível de infraestruturas, ensino, saúde, etc. Eu estou a falar de uma posição relativa, veja se entende isto, homem. Os hospitais da universidade, por exemplo, são um centro de referência nacional. Não será o melhor hospital da Europa, mas já evitou que muita gente fosse para o estrangeiro tratar-se. Trata não só muita gente da região centro, como mesmo a nível nacional. Dá-lhe algum prazer especial negar esta evidência?
        É óbvio que falta a Coimbra muita coisa, incluindo o tal metro de que falou, entre muitas outras coisas mais. Olhe, a nível de saúde, temos um centro de saúde, o da Fernão de Magalhães, em estado miserável (já foi anunciado projeto para novo, vamos lá a ver).
        Quer falar da Gândara? Eu conheço a Gândara há 50 anos, homem, se calhar, não sei, há mais anos do que você. Todos os dias vem muita gente dos concelhos de Cantanhede e Anadia, etc, fazer o que precisa de fazer em Coimbra, incluindo trabalhar. Você é o representante dos povos da Gândara? Olhe que eu acho que a malta não precisa…
        Você insiste muito em dizer que sai muita gente de Coimbra para trabalhar em concelhos limítrofes ou mais longe, como se descobrisse a pólvora. Mas eu alguma vez disse o contrário? Mas Coimbra, quer queira, quer não, continua a ser um pólo de atracção da região. Eu dou-lhe o exemplo do movimento pendular das saídas e entradas e você passa por cima, desconversando. Olhe, adeusinho.

        • Zé da Gândara says:

          Meu amigo, eu falo a título pessoal porque corro em pista própria e não tenho intenção de ser representante de quem quer que seja ou do que quer que seja…
          Analise bem as suas sucessivas fintas presentes no seu discurso (condensando os seus comentários num só) e se for intelectualmente honesto, verá que já fez umas tantas piruetas…

          Centro de referência a nível nacional que todavia deixa sem resposta milhares de Portugueses que têm de rumar para fora? Ou vai-me dizer que é mentira?

          A indústria Aguedense agora já é boa?

          Infraestruturas: refere-se ao metro?

          Olhe… Só uma dúvida… Coimbra tem assim uma qualidade de vida tão ímpar… Concordará então que a qualidade do ar seja uma variável de extrema importância na equação da qualidade de vida…No Verão, assim que a temperatura sobe um nadinha para as bandas de Coimbra, dizem os registos que num ápice se forma ozono atmosférico, que segundo se diz será assim para o prejudicial para a saúde (para ser optimista). Parecendo o senhor tão familiarizado com a temática da saúde (quiçá alguém do sector da saúde que se sente tocado pelas minhas palavras), o que opina desse facto? Acha que é factor de atractividade? Quais são os seus parâmetros para aferir a qualidade de vida que determinada cidade oferece? Questões sanitárias não entram na sua equação?
          Olhe… Mais não fosse, até por isto, nunca trocaria a Gândara rude e suja (conforme suas senhorias à Gândara se referem num acto de sobranceria militante) por Coimbra…

          • Zé, isto não é normal, você tem algum problema muito grave, homem 🙂

          • Zé da Gândara says:

            Já se viu ao espelho?

            Olhe… Mesmo antes de se olhar ao espelho, há algo que fica bem patente… É a sua manifesta falta de educação porque recorre gratuitamente ao insulto básico para refutar argumentos que não consegue rebater pela via civilizada e urbana… Mas isto deve ser coisa que apenas os Gandarêzes rudes como eu conseguem ver… Coimbra é que é civilização…

            E já agora… A civilização que Coimbra emana para a província é o triste espectáculo que se vê na Avenida Fernão de Magalhães / arredores da Loja do Cidadão? Ou no Terreiro da Erva que pelos vistos por Coimbra é conhecido por "Praça dos Enfermeiros" visto por aí se darem muitas injecções?

  9. Memorabilia says:

    A propósito da magnanimidade de alguns profissionais de Coimbra, seria muito pouco justo afirmar que alguns não o são. E de alguém que estudou na Universidade de Coimbra, que é capaz de lhe reconhecer algumas virtudes, não tolda o afecto, a visão dos seus muito defeitos. Continua a imperar a tradição sucessória nas suas diversas faculdades, onde a ascensão não é por mérito do trabalho e do conhecimento, mas pela genealogia e filiações. Filho de universitário, consegue quase sempre boa colocação em Coimbra. E bom sectário, também. Se a seita, for uma das dominantes. No nicho laboral da saúde, que conheço também bem, posso afiançar que os 'José Tomás de Sousa Martins' (nascido em Alhandra) são muito raros em Coimbra, se é que no momento existe algum. Mas os profissionais de saúde que se vendem – e aos seus préstimos – ao privado, são incontáveis e quase sem excepção. Algum dos Senhores acima, conhece algum médico ou advogado em Coimbra que trabalhe pro bono quando o paciente não pode pagar o luxuoso hospital privado ou consultório? Eu não conheço nenhum. Já agora, o 'mal' de Coimbra, ou de outro qualquer lugar, não é de lá, nem de desse qualquer outro lugar. É 'mal' do Mundo e da Humanidade dele. E a sua terapêutica, a existir, não será concerteza de instituição fácil.
    Servus humillimus!

  10. E.QUAL É O LUGAR ,QUE TAIS MENTE S BRILHANTES espalhadas pelo País percorrido CONSIDERARAM ser o lugar ADEQUado l? Estamos aquém ou já ultrapassamos a fasquia?È que me parece estarmos já além….

  11. Coimbra é reconhecida nos 4 cantos do mundo,
    vamos la saber Porquê?

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