Teatro Aveirense revê filmes de Edgar Pêra com a presença do cineasta

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O Teatro Aveirense vai exibir filmes significativos da obra de Edgar Pêra, com um ciclo dedicado àquele cineasta português, que participa esta sexta-feira (20) na sessão inaugural, para um debate com os espectadores.

“Diários & Retratos”, montado especialmente para o ciclo de Aveiro, é um concentrado de registos de imagens e sons feitos por Edgar Pêra ao longo de mais de duas décadas, com arquivos raros e inéditos, projetos em fases iniciais e cine-comunicações.

É o que vai ser exibido no primeiro dia da mostra, em que o cineasta vai discutir os seus filmes com o público e, “sobretudo, as ideias que os filmes transmitem por vezes contraditórias”, como o próprio manifestou à Lusa.

Edgar Pêra admite poder desvendar um pouco também do que vai ser o seu novo trabalho, um filme do fantástico a três dimensões que transforma a cidade de Guimarães em “territórios de imaginação”.

Dia 21 é exibido “A Janela”, um filme de 87 minutos inserido na corrente estética Movimento Anti-Dogma 2000, que aborda o destino e algumas das suas versões, com Lúcia Sigalho, Manuel João Vieira, Nuno Melo, José Wallenstein, João Didelet e Miguel Borges.

A direção de fotografia foi de Luís Branquinho e a música de Pedro Ayres Magalhães, com execuções na guitarra portuguesa de António Chaínho.

“Movimentos Perpétuos – Cine Tributo a Carlos Paredes” é exibido dia 23, sendo classificado como um “poema cinético” que tem como ponto de partida o som do primeiro concerto individual de Paredes em Portugal.

As imagens, “um contraponto à música e ao discurso de Paredes”, são registos em película Super 8 do quotidiano de cidades referidas pelo músico, alternadas por depoimentos de amigos, colegas e especialistas. A música é naturalmente de Carlos Paredes, com Luísa Amaro à viola, e o filme tem 70 minutos de duração.

Uma novidade do ciclo organizado pelo Teatro Aveirense é que as sessões são duplas, ou seja, além do filme propriamente dito em exibição, são projetados “diários visuais” sobre a região.

Edgar Pêra esclareceu à Lusa do que se trata afinal: são uma espécie de documentários, semelhantes aos que eram projetados antigamente antes das sessões de cinema, nas então chamadas “Actualidades”, “mas sem o cunho de propaganda”.

O conjunto de trabalhos é dedicado à Rede Recentrar, que reúne o Teatro Aveirense, Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra), Teatro-Cine de Torres Vedras, Teatro José Lúcio (Leiria) e Teatro Virgínia (Torres Novas), e nele Edgar Pêra cria pequenos diários visuais sobre cada uma das regiões nas quais os teatros se encontram, apontando diferenças e encontros entre os territórios.

Os cine-diários Regionais são “atualidades e lembranças, memórias do passado e para o futuro”, com um olhar “diferente e próprio” sobre essas cidades, como assinalou à Lusa o cineasta.

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