Deputados do BE e PCP contra HUC

Foto de Luís Carregã

Deputados do Bloco de Esquerda e do PCP pediram explicações sobre a transferência da Unidade de Tumores do Aparelho Locomotor dos HUC e consequente redução de camas, quando o serviço tem cada vez mais procura.

A Unidade de Tumores do Aparelho Locomotor (UTAL) funcionava num edifício em Celas, mas a administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) decidiu transferir este serviço para o edifício central dos HUC por considerar que ali havia melhores condições. No entanto, esta mudança vai implicar uma redução do número de camas: em vez das 34 passa a 18.

Os deputados do PCP e do Bloco enviaram um pedido ao presidente da Assembleia da República para que questione o ministério da saúde sobre a situação.

Na carta enviada pelo PCP, os deputados dizem ter informações de que só no ano passado a UTAL acompanhou 500 novos doentes. “Assim, entendemos que perante um aumento do número de casos, deve existir um reforço do número de camas e nunca a sua redução”, defendem.

O PCP quer saber se o Ministério tem conhecimento da situação, quais os critérios que conduziram ao encerramento e os motivos da transferência, “sem a salvaguarda do mesmo número de camas”.

Na semana passada, também os deputados do Bloco de Esquerda enviaram algumas questões sobre a decisão de mudança que querem ver respondidas pelo ministério da saúde.

“Face ao crescente número de novos casos seguidos e tratados na UTAL, é difícil compreender como se pretende reduzir o número de camas sem limitar o acesso dos doentes que, vindos de todo o País, são referenciados para esta Unidade”, dizem os bloquistas.

“Tanto quanto sabemos, já está mesmo a ser recusada a consulta a novos doentes, sendo alegado que os HUC não são o hospital de referenciação desses doentes”, alertam os deputados do bloco.

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One Comment

  1. É inacreditável! Em vez de existir uma tendência para o aumento de unidades como esta, por incrivel que pareça o Ministério da Saúde/Administração dos HUC reduzem para metade a capacidade de um serviço como este…Não há explicação possível a não ser a de uma gestão com base em principios economicistas, por via a "rentabilizar" os recursos humanos já existentes… A falta de sensibilização de "quem manda" leva sem sombra de dúvida ao prejuízo de muitas pessoas, e neste caso ao sofrimento de muitos (infelizmente…)

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